PÁGINA INICIAL

sábado, maio 17, 2008

Por que?Estimada pessoa, em se tratando da parte educacional a vida vem me ensinando a amar determinadas disciplinas que não amei quando estudava. Entre tais a História; dentro da História o que envolve a CULTURA (belamente diferenciada).
No Brasil temos várias regiões predominando características diferentes - cariocas, paulistas, gaúchos, mineiros, baianos, etc – fazendo com que tal diferencial nos ofereça beleza – A CULTURA de cada cantinho.
Segue assim os povos – brasileiro, português, espanhol, mexicano (nesse lembrei do Cabanha :´(), americano, argentino, italiano, francês, alemão, etc – com suas, também, características diferentes que de tal modo oferece da mesma forma a beleza relacionada a CULTURA.
Quando li essa informação que deixo logo abaixo (já definida) confesso ter ficado entristecida com a decisão. Mas tendo em vista vários catedráticos (tanto brasileiros quanto portugueses) terem sido contra tal atitude, não é difícil entender.
Da minha parte defino tal decisão como:
*Mais uma vez dinheiro público sendo jogado fora – isso pela substituição (desnecessária) que ocorrerá com o material didático.
*Mais uma vez professores tendo que se re-educar (desnecessariamente) para ensinar novas regras. No entanto bem se sabe o quanto se está precisando aprimorar o ensino educacional já existente.
*Futuras gerações perdendo oportunidade de conhecer tal diferencial existente até então (que nunca fez mal algum existir/algo para lá de assimilado) entre nós.
*E finalizando: afinal de contas, se CONSEGUEM MUDAR tantas situações, criar tantas novas leis, a questão é:
POR QUE NÃO UNEM E MUDAM DE VEZ A MISÉRIA/FOME PELO MUNDO?
Vai ver que esse estudo - de acabar com a miséria/fome pelo mundo - já existe há anos, também, e deve estar próximo a decisão. Né?

***

Agora mais um presentinho aos mestres (durmam com essa, queridos mestres, dentro da cabecinha de vocês. Mais uma para se adequar! :-(...)
16/05/2008 - 15h36
Parlamento português aprova acordo ortográfico

Da Redação
O que você acha do acordo para unificação da língua portuguesa? Comente
Portugueses reagem contra aprovação e criticam Brasil
Passados 16 anos desde a assinatura, Portugal aprovou, nesta sexta-feira (16), o acordo ortográfico, que unifica a forma como é escrito o português nos países lusófonos.
Apesar de polêmico, o texto foi aprovado por deputados de todos os quadrantes políticos -- desde o CDS à direita, até o Bloco de Esquerda -- com três votos contra e muitos deputados abandonando o plenário durante a votação.
As mudanças na forma de escrever o idioma em Portugal vão valer dentro de seis anos, enquanto no Brasil os livros escolares deverão ser mudados até 2010.
Questionado sobre o acordo, o escritor José Saramago, prêmio Nobel de literatura, optou por não entrar em polêmica: "Vou continuar escrevendo do mesmo jeito. Isso agora vai ser com os revisores".
Vitória brasileira?

Houve grande polêmica em Portugal. A iniciativa contrária à reforma com maior impacto no país foi uma petição na internet, que tentava convencer parlamentares a votar contra o acordo.
O documento, que criticava a proposta por entender que este significava que Portugal cedia aos interesses brasileiros, teve mais de 35 mil assinaturas desde o início do mês, grande parte delas de intelectuais.
"A língua portuguesa é o maior patrimônio que Portugal tem no mundo", afirmou o deputado Mota Soares, do partido CDS. Ironicamente, dois deputados que encabeçaram a petição - Zita Seabra e Vasco Graça Moura - não estavam no plenário na hora da votação.
Zita Seabra disse que, como é proprietária de uma editora, havia conflito de interesses para votar o texto.
Alterações

Os estudos lingüísticos que basearam o acordo indicam que os portugueses terão mais modificações do que os brasileiros.
O dicionário português terá de trocar 1,42% das palavras, enquanto no Brasil apenas 0,43% sofrerão mudanças.
Para os portugueses, caem as letras não pronunciadas, como o "c" em acto, direcção e selecção, e o "p" em excepto. A nova norma acaba com o acento no "a" que diferencia o pretérito perfeito do presente (em Portugal, escreve-se passámos, no passado, e passamos, no presente).
Algumas diferenças vão continuar. Em Portugal, polémica e génesis manterão o acento agudo - o Brasil continuará escrevendo com o circunflexo.
Os portugueses manterão o "c" em facto - fato em Portugal é roupa - e vão tirar o "p" que no país não é pronunciado na palavra recepção.
Atraso

Aprovar as mudanças foi um longo processo. O conteúdo do acordo já tinha sido aprovado há 16 anos, mas não podia entrar em vigor sem que os Parlamentos ratificassem o protocolo modificativo.
O protocolo previa que o acordo entrasse em vigor quando três países aprovassem o acordo - e não todos os que falam o português, como estava no texto original. No ano passado, São Tomé e Príncipe foi o terceiro a aprovar o acordo, dando validade ao documento.
Para o governo português, a aprovação do acordo é o primeiro passo para existência de uma política internacional da língua portuguesa, que será anunciada quando Portugal assumir a presidência rotativa da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), em julho deste ano.
"É necessário agora desenvolver uma política de internacionalização, consolidação e aprofundamento da língua portuguesa, e o acordo ortográfico é um instrumento para isso", afirmou o ministro da Cultura, Antônio Pinto Ribeiro.
Jair Rattner
Leia mais

Histórico das mudanças do português
MEC exige que didáticos de 2010 tenham nova ortografia
Colip quer reforma ortográfica aconteça em 2009, mesmo sem Portugal
Reforma ortográfica defende interesses do Brasil, diz deputado português
Moçambique analisa acordo ortográfico, diz presidente
Reforma ortográfica não tem prazo para entrar em vigor, diz MEC
Portugal aprova reforma ortográfica e prevê seis anos para a implantação
Impasse em acordo ortográfico ficou caricato, diz Saramago
Como funciona a reforma ortográfica do português
Reforma ortográfica não deve sair em 2008, diz ministro
Reforma ortográfica pode ter diferentes velocidades, afirma CPLP
Falta só 'decisão política' para acordo ortográfico no Brasil

Fonte: uol

Imagens: internet
*

"...O que será, que será?

Que andam suspirando pelas alcovas

Que andam sussurrando em versos e trovas

Que andam combinando no breu das tocas...

O que será, que será?

Que todos os avisos não vão evitar

Por que todos os risos vão desafiar...

O que não tem governo nem nunca terá

O que não tem vergonha nem nunca terá

O que não tem juízo..." (Chico Buarque)

E 'seres humanos' continuam morrendo de fome por aí...

E a preocupação é em arrumar o que... precisa arrumar?

E as crianças perguntam: Por que?

Por que?

O que será?

Por que?

Eis parte da vida!
Paz e bem,
Sandra Valeriote

3 comentários:

OSNY DE DEUSGUIMARÃES disse...

Querida Sandra,

Sempre tenho que me render à sua inteligência perspicácia e perfeição com que faz tudo que se aventura.
Embora, não a conheça pessoalmente, e mesmo tendo pouco tempo de convivência, graça, principalmente, ao milagre da internet, coloco-me entro os seus principais admiradores.
Já lhe disse, em determinado ocasião que posso, até, não comungar integralmente dos seus pensamentos, mas, de sã consciência, não posso colocar-me em posição contrária, tal os argumentos que apresenta.
Lembro-me, quando criança, evidentemente, há muito tempo estudava sobre a divisão geográfica e política do Brasil e aprendi que tínhamos as seguintes regiões: - Sul, Leste, Centro-Oeste, Norte e Nordeste. Se não estou equivocado, por exemplo, Minas Gerais, ficava no Leste, acompanhado Rio de Janeiro, Espírito Santo e Bahia; o Sul era composto de Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná e São Paulo; e o Centro Oeste de Mato Grosso e Goiás. Bastante diferente do modelo atual.
Tive criança, ainda, que adequar-me àquela situação.
O que quero dizer é que nós, seres humanos, nos adequamos com facilidades às situações e circunstâncias que o momento nos exige. Também, poderia citar a bíblia ao falar da torre de babel, que surgiu para criar confusão, lingüística, entre os povos.
Entretanto concordo contigo: - são: - muito dinheiro e tempo gastos, para tentar igualar o inigualável, já que as tradições, conceitos culturais e artísticos , bem como o folclore, são únicos a cada povo e inalienáveis.
Enfim, minha querida amiga, resta-nos apenas conformar com o já inevitável e continuarmos vivendo com o que de bom foi construído, com a perspectiva de que se não for bom, não cairá no gosto do povo.
Não posso deixar de elogiar, ainda o seu gosto musical e sua sensibilidade para adequar música e fotos as circunstância.
Abraços do seu, sempre, admirador.

Sandra Valeriote disse...

Amigo Osny, sua presença mais uma vez foi a sua altura: BRILHANTE!
Que satisfação, imensa, esse lado que você expõe sobre não existir total ideal entre nós: algo que apresenta, de forma nítida, como usamos bem a DEMOCRACIA.
No mais, que fique o sentido da publicação, da minha parte, como registro do fato (ou facto, que seja) de termos hoje LIBERDADE PARA EXPOR IDÉIAS, sendo que quando eu estava nascendo (1972) muitos viviam sob tortura para nos deixar esse BEM: DEMOCRACIA.
Que não fique esquecido: ainda existe ‘POVO’ que não pode usufruir, de forma digna, tal direito.
Hoje aos 36 anos é a forma que encontro (com respeito) para agradecer quem SANGROU pela DEMOCRACIA.
Que bom ter PESSOAS QUERIDAS – como você amigo Osny - que compartilham, mesmo sem pensar igualmente: só faz agregar!
Sobre os estados, pois é, hoje já temos sudeste, centro-oeste e lá vai fumaça. Difícil entender que se existe o que “realmente precisa ser feito”, os administradores públicos arrumam de forma ‘desnecessária’ o que fazer.
Mas em suas palavras se encontra a melhor forma de solucionar: “se não for bom, não cairá no gosto do povo”.
A admiração é recíproca!
Obrigada.

Sandra Valeriote disse...

Correção:
Hoje mais cedo ao deixar o comentário, acima, cometi uma (triste) falha ao me expressar da seguinte forma:
“Difícil entender que se existe o que “realmente precisa ser feito”, os administradores públicos arrumam de forma ‘desnecessária’ o que fazer”.
Existe uma tendência de ao ver ou mesmo sentir determinadas atitudes erradas acontecendo ser ‘generalizada’ a situação sem compaixão (tipo: todos são assim!).
Lendo a biografia, tempos passado, do saudoso Roberto Marinho (jornalista/empresário), encontrei uma forma de pensar, peculiar, dele que considerei muito interessante:
“Prefiro ser traído a desconfiar de todo mundo”.
Nesse caso generalizar todo um setor como não está desenvolvendo de forma correta é, de fato, ausência de compaixão (ou ignorância intelectual - que tive).
Como sempre pensei em manter (e vou manter) o ideal de acreditar, confiar (que existirão bons políticos, mesmo no meio de maus)... ERREI na forma de escrever.
Como cidadã (do planeta) quero, preciso e vou ACREDICAR SEMPRE EM VERDADEIRAS BOAS MUDANÇAS, provindas dos que se entregam ao setor político, sendo, e se mantendo, éticos.
Paz e bem