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sábado, maio 09, 2009

MÃE... é seu nome!

O segundo domingo do mês de maio que comemora o SER MÃE, só faz reforçar a lógica que
DIA DAS MÃES SÃO TODOS OS DIAS ;)
Que Deus abençoe a todas as MÃES!
Paz e bem!
Sandra Valeriote
Na oportunidade compartilho aqui algumas definições, que recebi por e-mail, para MAMÃES:D
Tipo de MÃE - Qual é a sua?
MÃE ESTETICISTA:
é aquela que vive procurando espinhas nos filhos para espremer.
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MÃE MORRO DA MANGUEIRA:
é aquela que é pobre, mas tem filhos ilustres.
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MÃE FUSQUINHA:
é aquela que está velhinha, acabadinha, mas é útil para a família inteira.
*
MÃE SUÍÇA:
é aquela que ninguém sabe onde ela esconde o dinheiro.
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MÃE GELADEIRA VELHA:
é aquela que é ruim, mas é a única que a gente tem.
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MÃE D'ÁGUA:
é aquela que chora à toa.
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MÃE SIRENE DE AMBULÂNCIA:
é aquela que assusta todo mundo.
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MÃE IMPOSTO DE RENDA:
é aquela que antes de chegar todo mundo está falando mal dela.
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MÃE PARALAMAS DO SUCESSO:
é aquela que usa óculos.
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MÃE CHATA:
é a mãe dos outros !!!
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MÃE MIKE TYSON:
é aquela que briga com toda família e depois vai a missa rezar.
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MÃE CHEQUE ESPECIAL:
é aquela que socorre todo mundo no fim do mês.
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MÃE ASSALTO A MÃO ARMADA:
é aquela que só gosta de presentes caros.
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MÃE IOGURTE DE MORANGO:
é aquela que a vida para ela sempre foi cor-de-rosa.
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MÃE BANHEIRO DE AVIÃO:
é aquela que esta sempre apertada, mas é na casa dela que a gente vai em caso de necessidade.
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MÃE BICICLETA:
se você tem uma muito boa em casa, agradeça a seu pai.
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MÃE CESTA DE CAFÉ DA MANHÃ:
é aquela que só chega na nossa casa de surpresa.
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MÃE RAÇÃO ANIMAL:
é aquela dura de engolir, mas muito elogiada.
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MÃE MATEMÁTICA:
é aquela que soluciona todos os problemas.
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MÃE BACALHAU:
é aquela que a gente só vê na semana santa.
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MÃE CELULAR:
é aquela que quando a gente precisa dela, não consegue falar.
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MÃE CHINELO DE DEDO:
é aquela que nunca vai em festas.
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MÃE CARNAVAL PAULISTA:
é aquela que a cada ano vai melhorando um pouco.
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MÃE RODOVIA:
é aquela cheia de defeitos mas a gente acredita que um dia vai melhorar
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MÃE POLICIA FEDERAL:
é aquela que não gosta de ser enganada.
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MÃE PRESÍDIO:
morar perto dela é o maior sofrimento.
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MÃE PLAYCENTER:
é aquela que a garotada adora a casa dela para brincar.
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MÃE SHAMPOO:
é aquela que quando está errada, deixa a gente de cabelo em pé.
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MÃE TIARA:
é aquela que a gente está sempre com ela na cabeça.
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MÃE DOLLY:
é aquela que nunca precisou de seu pai pra nada.
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MÃE MOCHILA:
é aquela que você carrega porque não tem outro jeito.
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MÃE CARTÃO DE CRÉDITO:
é aquela que ajuda muito, mas era melhor se ficasse em casa.
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MÃE PAPAI NOEL:
é aquela que enche o saco.
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MÃE CEBOLA:
é aquela que faz a gente chorar sem necessidade.
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MÃE LANTERNA:
é aquela que quando a gente menos espera, está precisando dela.
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MÃE SECADOR DE CABELO:
é a única que não fala mal de ninguém no cabeleireiro.
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MÃE ALARME:
é aquela que cuida da nossa casa quando a gente vai viajar.
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MÃE VESTIBULAR:
é aquela que deixa todo mundo nervoso.
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MÃE PANELA DE PRESSÃO:
é aquela que quando explode todo mundo sai de perto dela.
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MÃE BANDEIRA NACIONAL:
é aquela que ninguém consegue dobrá-la direito.
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MÃE ENCICLOPÉDIA:
é aquela que sabe tudo.
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MÃE COTONETE:
é aquela que quando a gente não tem, faz muita falta.
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MÃE DETETIVE:
é aquela que descobre sempre onde o filho está.
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MÃE SUPERMERCADO:
é aquela que está sempre economizando.
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MÃE ALMOFADA:
é aquela que a gente encosta nela e não ouve nenhuma reclamação.
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MÃE GUARDA-SOL:
é aquela que a gente só leva para a praia por necessidade.
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MÃE BI CAMA:
é aquela que em caso de necessidade se desdobra em duas.
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MÃE ABRACADABRA:
é aquela que ninguém sabe como ela faz para pagar todas as contas no fim do mês.
*
MÃE ÍNDIA:
é aquela que vai trabalhar para sustentar os filhos, enquanto o marido fica em casa.

sexta-feira, maio 08, 2009

Micro e Pequenas Empresas

Melhorias na Lei das Micro e pequenas empresas
atende pleito da FIRJAN


Lei Complementar 128 permite crédito de ICMS e cria a figura do “Microempreendedor”
A Lei Complementar 128, publicada no Diário Oficial de 19 de dezembro de 2008 (LC 128/08), introduziu profundas alterações na Lei Geral da Micro e Pequena Empresa, a Lei Complementar 123/2006.

A nova lei atende a um pleito do Sistema FIRJAN, que enviou ofício aos parlamentares explicando a importância da aprovação do projeto da referida lei, a qual, dentre outros benefícios, concede crédito de ICMS para as empresas que comprarem das optantes pelo Simples Nacional (SN) e cria a figura do microempreendedor individual (MEI).

A lei também facilita a abertura e o fechamento de empresas, permite a entrada de novos setores econômicos no Simples Nacional, cria a Sociedade de Propósito Específico (SPE), dentre outros benefícios que podem ser conferidos em uma análise mais detalhada da nova lei.

Microempreendedor Individual
Com a nova lei, os microempreendedores individuais, aqueles empresários individuais, sem sócios, com receita bruta anual de até R$ 36.000,00, poderão optar pelo Simples Nacional e ficar isentos de praticamente todos os tributos. Pagarão apenas um valor fixo mensal de 11% do salário-mínimo de INSS para aposentadoria pessoal, que hoje equivale a R$ 45,65, mais R$ 1 de ICMS se for comércio ou indústria ou R$ 5 de ISS se for prestador de serviço. Caso tenha um empregado, pela lei só um é permitido, o MEI deverá reter 8% do salário pago e complementar com mais 3% para o INSS do trabalhador.
O MEI terá direito à aposentadoria por idade ou invalidez, seguro reclusão, seguro de acidente de trabalho, licença-maternidade, entre outros benefícios. Caso queira se aposentar por tempo de contribuição, esse contribuinte deve complementar a diferença entre os 11% pagos e os 20% usualmente cobrados. Todos os benefícios se darão com base em um salário mínimo.
Está prevista, ainda, uma inscrição simplificada, assim como o pagamento por intermédio de carnê ou da conta de luz.

Optante pelo Simples Nacional agora permite Crédito de ICMS
Pela nova redação do art. 23, §§ 1º a 6º, da LC 123/2006, dada pela LC 128/2008, com efeitos desde 1º de janeiro de 2009, as pessoas jurídicas e aquelas a elas equiparadas pela legislação tributária, não optantes pelo Simples Nacional, terão direito ao crédito correspondente ao ICMS incidente sobre suas aquisições de mercadorias de microempresa ou empresa de pequeno porte optante pelo Simples Nacional, desde que destinadas à comercialização ou industrialização, observado, como limite, o ICMS efetivamente devido pelas optantes pelo Simples Nacional em relação a essas aquisições.
A alíquota aplicável ao cálculo do crédito deverá ser informada no documento fiscal e corresponderá ao percentual de ICMS previsto nos Anexos I ou II da LC 128/2008 para a faixa de receita bruta a que a microempresa ou a empresa de pequeno porte estiver sujeita no mês anterior ao da operação.
Na hipótese da operação ocorrer no mês de início de atividades da microempresa ou empresa de pequeno porte optante pelo Simples Nacional, a alíquota aplicável ao cálculo do crédito corresponderá ao percentual de ICMS referente a menor alíquota prevista nos mencionados Anexos I ou II da LC 123/2008.

Antônio Boechat, presidente da FIRJAN Noroeste, chama a atenção dos empresários regionais: “As alterações trazidas por esta nova lei certamente trarão vantagens para o setor empresarial bem como para o contábil. Os benefícios impactam positivamente no dia-a-dia empresarial, visto que, o Noroeste é caracterizado pela atividade de empresas que são, na maioria, micro e pequenas”.

Por: Nilciane Gripa
Representação Regional Noroeste - FIRJAN
Tel.: 55(22)3824-6500
Sistema FIRJAN -
www.firjan.org.br

segunda-feira, maio 04, 2009

II Encontro Pilotos Parapente - Miracema-RJ



Cada elemento da essência humana se compõe pelos momentos vividos.
É imprescindível viver de tal forma que esses elementos sejam compostos harmoniosamente.
A própria essência é o elo inseparável que segue, junto, pelo caminho da vida!
Sandra Valeriote

Vídeo: II Encontro Pilotos Parapente - Miracema-RJ - Registros apresentados do dia 01/05/09 - Fotos, Filmagens e Criação: Sandra Valeriote

Campeonato Carioca 2009: CAMPEÃO FLAMENGO (campeão DE NOVO)


Hino do Clube de Regatas do FLAMENGO
Uma vez Flamengo
Sempre Flamengo
Flamengo sempre, eu hei de ser
É meu maior prazer vê-lo brilhar
Seja na terra, seja no mar
Vencer, vencer, vencer
Uma vez Flamengo, Flamengo até, morrer
Na regata ele me mata,
Me maltrata, me arrebata
Que emoção no coração
Consagrado no gramado
Sempre amado, o mais cotado
Nos Fla-Flus é o 'ai, Jesus'!
Eu teria um desgosto profundo
Se faltasse o Flamengo no mundo
Ele vibra, ele é fibra
Muita libra, já pesou
Flamengo até morrer eu sou.
*****
Muito grata pela sua companhia, aqui, nessa comemoração:D
A propósito: É COMEMORAÇÃO DE NOVO - É importante esse destaque: DE NOVO!
Pois é...
Quer sentir a força da coisa?! Então diz com a sua voz tais palavras: COMEMORAÇÃO DE NOVO - de um tom, de voz, mais forte ao "DE NOVO".
Sentiu como sai gostoso da boca tais palavras?!?!... :D
ATÉ A PRÓXIMA ;)
PAZ E BEM
VITÓRIAS E COMEMORAÇÕES SEMPRE :)
Sandra Valeriote

sábado, abril 25, 2009

Turismo & Turista

Nessa publicação inicio deixando meus sinceros agradecimentos a equipe da arqueoturis - especificamente ao Paulo Gonçalves e Helena Coelho - que se encontra em Portugal.
Pois é, em meio a várias situações burocráticas, em relação ao trabalho desenvolvido para o excelente funcionamento da arqueoturis, eles pararam, um pouquinho, para colaborar em me proporcionar o tipo de publicação que muito me agrada fazer: LUGARES!

Assim convido você a conhecer a ideologia, que transformada em realidade, fez valorizar, ainda mais, Portugal.

Antes, esclareço que meu coração foi, e é, construído por sentimentos ... E um dos sentimentos que mais alimento, é o sentimento do amor pela HISTÓRIA.

Archeological Tours – Turismo Arqueológico em Portugal
O Turismo Arqueológico ou Arqueoturismo, “consiste no processo decorrente do deslocamento e da permanência de visitantes a locais denominados sítios arqueológicos onde se encontram os vestígios remanescentes de antigas sociedades, sejam elas pré-históricas e/ou históricas passíveis de visitação terrestre ou aquática”. Estas considerações demonstram que o Turismo Arqueológico pode desempenhar funções relevantes para a sociedade e portanto merece uma atenção especial. Os Sítios Arqueológicos passam por prospecção e escavação. A visitação turística a um sítio acontece posteriormente à sua escavação ou concomitantemente a ela. Por um lado, onde o visitante tem acesso somente a uma das partes já escavadas, por outro lado, o visitante além de observar a escavação pode interagir com a mesma. Ou seja, a interpretação de um produto arqueológico está directamente relacionada com o seu consumo, ressaltando que o consumidor desse produto (o turista) adquire o direito de usufruir do mesmo por meio de uma “experiência vivencial” e que o resultado deste consumo constitui-se em aprimoramento cultural, recordações e fotografias. Isso acontece porque o produto turístico, em causa, não é um bem móvel., mas de um “bem de consumo abstracto que não pode ser avaliado de acordo com o seu tamanho, peso, formato ou cor”. Portanto, o consumidor o que recebe “é uma representação imaginária do que o produto pode proporcionar”. A interpretação dos produtos arqueoturísticos é imprescindível, visto que ela é antes de tudo, um instrumento de comunicação com o visitante. A interpretação visa informar sobre as características e particularidades dos atractivos através da mensagem apropriada e inteligível.


Interpretar não é simplesmente informar, mas sim “revelar significados”, provocar emoções, estimular curiosidade, entreter e inspirar novas atitudes nos visitantes e proporcionar experiencias inesquecíveis. Isto é, o objectivo da interpretação é “comunicar o significado do lugar de forma interessante e efectiva, contribuir com a satisfação das necessidades dos visitantes”.
O interesse crescente pelo nosso passado, levou um grupo de especialistas em arqueologia, antropologia e sociologia a criar a ARQUEOTURIS, um projecto empresarial, pioneiro e especializado em serviços turísticos e culturais em Portugal, com sede no Alentejo, voltados para a divulgação do património arqueológico e histórico desse país.
O seu “ARCHEOLOGICAL TOUR” inclui visitas a sítios arqueológicos, que apresentam uma flecha temporal, do Paleolítico ao Período Islâmico.
Tudo foi concebido de modo a que o " ARCHEOLOGICAL TOURS " proporcione ao visitante uma gama de experiências inesquecíveis. Todos os locais têm sido criteriosamente estudados, contando com roteiros de visitação aos sítios arqueológicos e toda a infra-estrutura logística assim como o acompanhamento não por guias-turisticos, mas por investigadores especializados. A ARQUEOTURIS dispõe, ainda, de um “Archaeological Excavation Tour”, neste caso pontual, no qual o visitante partilha as condições, o convívio e o trabalho com arqueólogos e estudantes de arqueologia de várias nacionalidades, numa verdadeira escavação de carácter científico. Neste Tour o visitante poderá, também, envolver-se no manuseamento dos artefactos encontrados e no seu tratamento no museu local.

***
Na oportunidade, deixo um pouco do muito que vi, através de imagens. Mas facilito deixando o caminho para você ver também: basta clicar nos nomes ;)

terça-feira, abril 21, 2009

Uma palavra sobre a morte

Como muitas pessoas , também, por vezes, busco encaminhar para meus contatos algum “repasse” que circula na internet: que vejo interessante, instrutivo ou mesmo engraçado.
Assim, algum tempo passado inclui na lista um conhecido e lá se foi mais um vídeo, que escolhi compartilhar: um vídeo espetacular! Do mesmo, veio-me uma resposta a qual informava sobre o falecimento do pai, e, que o vídeo havia servido de muito conforto para a angústia que ele estava vivendo.
É perceptível – diria até admirável - que das mais variadas formas podem acontecer um momento de acalento, produzido por nós mesmos: simples mortais.
E a morte, principalmente dos próximos, deixa para aquele que fica muitas necessidades. Necessidades como: receber acalento, superar a dor na alma, aceitar a chegada do fim, continuar vivendo etc.
Ao encontrar esse texto – “uma palavra sobre a morte” - dessa vez resolvi não compartilhar com os meus contatos pessoais, por e-mail, mas, sim compartilhar aqui; porque entendo que mensagens assim geralmente são lidas, mais, por uma questão de necessidade... O que, aliás, é uma pena!
Paz e bem!
Sandra Valeriote
***
Uma palavra sobre a morte
Não é sempre que se consegue pensar com serenidade sobre a morte. Gostaria de expressar algumas idéias que me vieram, sobretudo, de um dia de peregrinação, quando estive só... Pensar na morte é como o choro que deve brotar espontaneamente. A primeira realidade que confesso é exatamente esta: neste dia chorei. Não era tristeza, não era desespero, mas algo que emergia, que borbulhava e copiosamente transformou-se em lágrimas.
O sentimento? Um misto de espanto, de perguntas sem respostas, de alívio, de satisfação, de liberdade de ser exatamente aquilo que somos: vulneráveis. O primeiro desejo de escrever talvez seja meio egoísta, por isso quero confessá-lo logo: não me conformo com aquilo que chamo de hipocrisia (talvez seja dura demais esta palavra, ou esta forma de falar, mas não encontro outra melhor) com a qual vejo a morte ser tratada. Detestaria escutar (evidentemente não será possível!) algo semelhante no meu funeral.
Neste sentido, este escrito pode ser um egoísta pedido de ajuda: leiam, reflitam e digam um pouco do que penso sobre a morte! Talvez seja pretensão demais preparar o “discurso fúnebre”. Em todo caso, também isto me leva a escrever. Tenho descoberto que o mais angustiante da morte não é exatamente sua realidade, aparentemente cruel, mas as perguntas que ela coloca sobre a crueldade da vida. Sim, a morte tem interrogado minha vida. Morte é solução para muitos problemas insolúveis: acaba com a falta de tempo, que alego para levar uma vida tão corrida; acaba com o excesso de trabalho, que não me deixa fazer outra coisa a não ser estar sempre atrasado; acaba com as dores, com a necessidade de dormir, de tomar remédios, de caminhar, de falar, de rezar, de alimentar-me, de perdoar, de pedir perdão, de ponderar, de medir com largueza, de superar-me... Enfim a morte acaba com muitos empecilhos, mas por isso mesmo é angustiante: ela questiona-me sobre a vida. Meus valores, minhas atitudes, minhas opções.
Meu viver torna detestável ou agradável o momento da morte. Não quero chegar ao fim da vida como herói. Acredito que lutarei até o último momento, espero que na angústia encontre a porta estreita e que esteja suficientemente pequeno, com pouquíssima bagagem, para não ter que esforçar-me demasiadamente. Neste sentido, rezo para que não antecipe minha hora por leviandade, não relute contra o momento decisivo. Gosto de pedir, na oração da noite: “Uma noite tranqüila e no fim da vida uma morte santa”. Quando estou muito feliz (o que não é tão raro assim) acrescento “que no fim da vida, que seja bem no finzinho mesmo, bem velhinho, Deus me conceda uma morte santa!”.
Falo disto, no entanto confesso que fujo desta realidade de muitas formas. Em alguns dias em que pude pensar serenamente, concluí algumas questões: não posso negar as realidades que me marcam. Meu pai e minha mãe morreram subitamente. Foi um susto, e ainda hoje é, pensar que um dia tinha pai, outro não; um dia tinha mãe, outro não. Um padre amigo, de feliz memória (visto que também este já morreu) disse, quando questionado sobre a perda do irmão: “Não perdi não, ele morreu!”. Gostei particularmente da resposta, um tanto irônica, mas profundamente sábia. Devo descobrir que perco somente aquilo que penso ter, e que as pessoas, decididamente não perco, porque nunca as possuo. Mistério bonito este, não ter posse, não perder.
Pensar a morte é pensar o que valeu a vida. Neste tocante, anseio por alguém que seja capaz de não “discorrer” sobre as “grandes obras” que fiz em vida: “como era bom, como era zeloso..., vejam o que fez, isto e aquilo, como construía, como trabalhava, etc...” (pior ainda quando inventam coisas bonitas, sem real fundamento, desculpas para os males..., todos escutam por respeito e por educação, mas com um ar que deveria fazer corar os mais desavergonhados). O que são nossas virtudes, senão o próprio Deus coroando em nós seus dons?
De outro lado não vale colocar-se como juiz: “era assim… que gênio!, quem diria!, que coisas fez...”. Pois, se Deus justifica, quem somos nós para condenar? Gostaria simplesmente de chegar à morte e ser um testemunho de que o amor sempre vale a pena, dá sentido à vida, que o amor nunca perde, porque não é posse, mas desfrute, graça, liberdade.
A saudade, o desejo de comunhão é coisa santa, bonita, sagrada, não há que negar, não há que lutar contra, mas antes é preciso cultivar, guardar, ser agradecido por sentir. Espero, e creio que estou aprendendo, a viver a morte, a sofrer a ausência dos que morreram, a venerar a memória dos amores recebidos: o abraço de meu pai, uma das últimas imagens que guardo, o zelo e o olhar de minha mãe, o carinho demonstrado... Por isso vale a vida, por isso a morte foi vencida.
Gostaria que, diante do corpo inerte, que alguém dissesse: “olhem, que não ficou decepcionado, que sua esperança não ficou sem resposta, que o amor o acolhe, que a vida triunfa, que vale a pena acreditar naquilo que acreditou, celebrar aquilo que celebrou”. Sim, somente a celebração da eucaristia nos torna possível este momento, este toque sutil, quase que efêmero do céu, mas um toque que nunca nos deixa da mesma forma, nos transforma, nos dá o gosto da eternidade, que ainda buscamos enquanto peregrinamos por aqui.
O comprometedor desta realidade é que gesto a morte em vida. Cada dia que conto os anos, descubro que estou mais perto do débito. Os créditos vão se esgotando. Tenho pensado sobre a sensatez das contas, talvez seja melhor contar as graças e não os anos! Quem conta o tempo estará sempre em prejuízo, quem conta as graças fará não contas, mas cantos! Sim, o canto é exultação, ação de graças pelos benefícios recebidos. Por isso insisto que nos velórios se cante mais, se fale menos, sejamos capazes do silêncio... “Tudo o que cala, fala mais alto ao coração. Não existira som se não fosse o silêncio”.
Tenho propagado que gostaria de viver até os 97 anos, lúcido, capaz de peregrinar, ainda que com menos mochila, com passos mais lentos e com muito cuidado pra não tropeçar, acabar caindo e puft! Morrendo! Esse desejo é só para dizer: tenho descoberto a alegria do viver.
Creio no otimismo cristão: hoje melhor que ontem, amanhã melhor que hoje... Têm sido assim os anos que passo, as graças que vislumbro, das quais desfruto. As peregrinações têm me ajudado a viver assim. É certo que talvez morra subitamente, talvez não chegue aos quarenta, aos setenta e dois, aos oitenta, ou aos noventa e sete... Quem sabe, morro numa peregrinação e alguém diga: “aí, morreu de tanto andar!” Ou seja um consolo: “Pelo menos fazia o que gostava.!”. Talvez ninguém tenha lido isto, ninguém se lembre disto no momento de minha morte...
Mas vale desejar e simplesmente expressar hoje meu contentamento pela vida, pelas graças, pelo amor, ainda que marcado por tantos limites, dos quais, alguns, só a morte me livrará. Anseio por esta liberdade. Peregrinar torna fascinante a aventura sobre a terra, porque, por melhor que seja o caminho, ele está em vista também da chegada. A terra anseia pelo céu.
Pe. Ricardo
Deus nos abençoe!



quinta-feira, abril 16, 2009

A primeira impressão é a que fica?

Alguns afirmam que sim: a primeira impressão é mesmo a que fica! Se numa primeira visão algo não estiver de acordo com o agrado pessoal, não existirá oportunidade para "segunda impressão".
Aliás, existe até um livro voltado completamente para esse assunto, ou seja, ensinando a pessoa como causar uma “boa primeira impressão”.
Pois é... O que não faltam são livros ensinando pessoas a serem - serem espetaculares em todos os sentidos. Assim, pessoas lêem "auto-ajuda", e como bons entendedores se caracterizam dentro das orientações; e, depois simplesmente seguem para o convívio com os próximos - camufladas a base de informações filosóficas: esquecendo-se que possuem essência própria!
Particularmente, até acredito que os escritores, do estilo “auto-ajuda”, ajudam! Mas sem sombra de dúvida, milagre só realiza Deus! E se a pessoa permitir, óbvio.
A primeira impressão é a que fica?
Se educar, por certo, é sempre o melhor caminho. E livros são, verdadeiramente, espetaculares complementos. Agora, nada melhor do que vislumbrar o ser, em si.
Mas esse assunto sobre “primeira impressão”, que se faz debatido entre seres racionais, tem seu motivo específico que difere do foco “pessoa”.
Qual “primeira impressão” causa uma cobra venenosa num caminho?
Se a primeira impressão, para você, tende a prevalecer, fique apenas com essa imagem em mente e muito obrigada pela companhia até aqui.
Se você acredita que "primeira impressão" não equivale ao julgo final... Clique Aqui! ;)

Paz e bem!

Festa do Padroeiro São José Operário



Convite: Igreja Batista