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segunda-feira, setembro 24, 2007

HISTÓRICO - SÃO JOSÉ DE UBÁ-RJ
(Colaboração/trabalho: Norma Lúcia Vieira dos Santos)
A origem do município de São José de Ubá encontra-se ligada à de Cambuci, município a qual pertencia até 1997.
Sendo nosso Município uma sesmaria, provavelmente desbravada por bandeirantes que ficou conhecida como "ranchos dos ubás" pois abrigava os tropeiros vindos, na maioria do Estado de Minas Gerais-MG, e foi criada pelos decretos estaduais nº 01 de 08 de maio e 1-A de 03 de junho de 1892. Um dos mais antigos proprietários desta terra foi o senhor José Bastos Neto (Juca Neto), que doou com grande carinho parte da mesma ao nosso padroeiro: São José. Segundo entrevista com pessoas antigas afirmaram que havia nestas terras uma plantação nativa de "ubá" ou "cana-flecha" a espécie herbácea usualmente referida é denominada pela ciência de Gynerium Sagittatum P. Beauv (o primeiro nome refere-se ao gênero, o segundo a espécie, seguido pelo nome do autor que "descobriu" a espécie).
A espécie é nativa da América Tropical e dos colmos (caule das gramíneas) eram feitos arcos pelos indígenas.
Existe também a probabilidade da espécie não pertencer a família da Annonaceae, e sim a família das gramíneas (Poaceae).
Como esta planta deu origem ao nome do nosso Município de "São José de Ubá", será importante uma identificação precisa, o ideal será enviar um exemplar, um ramo seco com flores/frutos, da planta para um especialista em Botânica (por exemplo, para o Jardim Botânico do Rio de Janeiro).
Conseguindo assim a identificação correta da espécie. Referências bibliográficas sobre "ubá" encontram algumas, mas existe o risco de várias espécies serem chamadas popularmente assim.
Como nome popular é variável e muitas vezes aplica-se a inúmeras espécies, temos que pesquisar se existe algum representante da família no Rio de Janeiro conhecido por "flecha de ubá".
Existe uma árvore da Mata Atlântica (uma Hirtella - Chrysobalanaceae) também chamada "ubá", (utilizada pelos índios para confecção de embarcações).
Antes esta localidade também se chamou Juca Neto, prevalecendo o Decreto - Lei Estadual nº 1056, de 31 de dezembro de 1943, que a denominou São José de Ubá.
A ocupação territorial do Município de São José de Ubá teve início a partir do século XIX, com a abertura de caminhos que seguiam o curso dos rios Paraíba do Sul, seus afluentes Pomba e Muriaé e demais tributários constituintes desta bacia hidrográfica, na maioria simples trilha para passagem de tropas de muares, que percorriam a Região Noroeste a caminho da Zona da Mata Mineira.
Com o declínio da mineração, os mineiros, saíram a procura de novas terras férteis para cultivarem o café, iniciando o cultivo no Vale do Paraíba e se estendendo por todos os rios e tributários desta bacia hidrográfica.
O plantio do café foi introduzido com o desbravamento da região, que se deu à custa da fertilidade natural do solo.
São José de Ubá, assim como os demais municípios da Região Noroeste Fluminense tiveram na cultura cafeeira o principal fator de seu povoamento e urbanização a partir do século XIX, embora outras culturas tenham estado presentes em sua economia.
A partir de 1930, num momento de crise econômica mundial, o café entrou em declínio, sendo ordenado sua erradicação, pelo Governo de Vargas, em razão da produção do café ter atingido o dobro do que comportava o mercado externo.
Nesta fase foram observadas profundas mudanças ocorridas na finalidade do uso das terras, mostrando a predominância progressiva das pastagens em relação ao decréscimo das áreas ocupadas pelas lavouras e matas.Na zona rural, as áreas antes cobertas pelos cafezais cederam lugar à pecuária leiteira, base de sustentação da indústria regional de lacticínios, presente, em maior ou menor escala, na totalidade dos municípios da Região Noroeste.
Destacam-se também a produção de grãos e hortigranjeiros, em especial o tomate, tendo seu cultivo começado e destacado em São José de Ubá e se expandido para a região, em proporções menos expressivas.
No ano de 1954, em São José de Ubá, teve início a primeira lavoura de tomate, quando chegaram ao Município, os irmãos descendentes turcos José Curi (Zé Quiabo) e Sebastião Curi (Bijú). Zé Quiabo que era padeiro fez o pedido das terras ao Sr. David Vieira Ney, para que seu irmão fizesse o primeiro plantio de tomate.
As primeiras produções de tomate foram levadas para Campos dos Goytacazes.
A partir do 3º ano de plantação, os produtores ubaenses, se sentiram atraídos pela cultura e resolveram investir no plantio de tomate. Com isso entre 1968/ 69, compradores começaram a se interessar por São José Ubá. O Senhor José de Campos Filho (Madureira) foi o primeiro comprador a chegar ao município ganhando prestígio e respeito dos produtores, comprava o tomate e levava diretamente para o Rio de Janeiro, em seguida vieram muitos outros.Com o passar do tempo, a produção de tomate foi aumentando e surgiu a necessidade de um mercado no Município, então formaram uma comissão e foram a Cambuci ,(Município do qual São José de Ubá se desmembrou em 1995) pedir a desapropriação de um terreno para construção do Mercado do Produtor do Noroeste Fluminense (CEASA), cuja inauguração se deu em13 de abril de 1978.
Atualmente São José de Ubá, ocupa o 1º lugar no ranking estadual de produção de tomate e o 5º de produção nacional.
Paralelo a este avanço econômico despertou no nosso povo o desejo de conquistar a emancipação político-administrativo, já que constituímos o quarto distrito de município de Cambuci-RJ.Começou, então, a caminhada para a emancipação e por isso em 1990, elegeu-se a comissão de emancipação de São José de Ubá, em 1993, o projeto de criação do município de São José de Ubá foi aprovado por unanimidade na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro.
Em 02 de novembro de 1995, com as bênçãos de uma forte e longa chuva, os ubaenses expressaram O SEU SIM À EMANCIPAÇÃO com uma votação de 99,43% favorável, dando vida a muitas festas e alegrias! No dia 28 de dezembro de 1995, o então Exmo. Governador Sr. Marcelo Alencar, através da Lei nº 2495 criou-se o município de São José de Ubá. Localizado na parte central da Região Noroeste do Estado do Rio de Janeiro, fazendo limites ao Norte e Leste com o Município de Itaperuna, ao Sul e Sudoeste com Cambuci, a Sudoeste com Santo Antônio de Pádua e a Oeste com Miracema.
Perfaz uma área total de 251,5 km², abrangendo 4,7% da área total da região na qual está inserido (CIDE, 1998).
É um Município recém criado, sua emancipação político-administrativa foi oficializada, com a Legislação de Criação: Lei Estadual 2.459 de 28/12/1995 e sua instalação efetivada em 01/01/1997, com o desmembramento do Município de Cambuci (CIDE, 1997).
A população do Município de São José de Ubá segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2000 foi de 6.413 habitantes.
POPULAÇÃO RESIDENTE NO MUNICÍPIO DE SÃO JOSÉ DE UBÁ
MUNICÍPIO DE SÃO JOSÉ DE UBÁ
1940 * Total:13.915 - Urbano: 691 - Rural: 13.224
1950 * Total: 13.056 - Urbano: 829 - Rural: 12.227
1960 * Total: 8.723 - Urbano: 1.083 - Rural: 7.640
1970 * Total: 6.856 - Urbano: 1.170 - Rural: 5.686
1980 * Total: 6.127 - Urbano: 1.382 - Rural: 4.745
1991 * Total: 6.057 - Urbano: 1.781 - Rural: 4.276
2000 * Total: 6.413 - Urbano: 2.326 - Rural: 4.087
Fonte: IBGE - 1940/50/60/70/80/91/2000

Este Município concentra 70% da sua população na zona rural e tem a sua economia baseada na agricultura e pecuária. Desde sua criação através da emancipação político-administrativa vem sendo direcionado para a população da zona rural benefícios como: educação, saneamento básico, energia elétrica, comunicação e estradas, para que não aconteça o chamado "êxodo rural".
Formaram-se então as vilas e comunidades:
. Água Limpa;
. Barro Branco;
. Boa Mente;
. Brejo;
. Cachoeira Alta;
. Cambiocó;
. Campo Grande;
. Cascata;
. Colosso;
. Cruz da Moça;
. Jenipapo;
. Gouveia;
. Inveja;
. Mangueira;
. Maravilha;
. Mavorte;
. Monteiro;
. Panelão;
. Paredão;
. Ponte Preta;
. Prosperidade;
. Recreio;
. Valão da Serra;
. Valão dos Porcos;
. Vargem Alegre.
Imagem abaixo: planta que deu origem ao nome: Ubá





quinta-feira, setembro 13, 2007

ANIVERSÁRIO
Pelo momento festivo o que fica nessa publicação são nossos sinceros agradecimentos a todos que nesse 1 ano de blog fizeram presença de modo direto.
Estendemos nossos agradecimentos, também, aos que participaram de modo indireto: incentivando, trazendo idéias...
Não esquecendo, claro, dos que visitam por visitar e dos que passaram a gostar da cidade, sem a conhecer, através do trabalho feito aqui.
Então é isso... MUITO OBRIGADA A TODOS!


Parabéns para nós
Nessa data festiva
Muitas felicidades
Muitos anos de vida
Alguém, por gentileza, apaga a vela porque estou enfraquecida
(enfraquecida de emoção – fica difícil então soprar daqui, pois posso cair com a cara no bolo e deixar as pessoas sem experimentar essa delícia :D)
Paz e Bem

sexta-feira, julho 20, 2007


SÍNDROME DE DOWN
O QUE É?
Um atraso no desenvolvimento, das funções motoras do corpo e das funções mentais, o bebê é pouco ativo e molinho o que se denomina hipotonia. A hipotonia diminui com o tempo, conquistando, o bebê, mais lentamente que os outros, as diversas etapas do desenvolvimento.
A Síndrome de Down era também conhecida como mongolismo, face às pregas no canto dos olhos que lembram pessoas de raça mongólica (amarela). Essa expressão não se utiliza atualmente.

CAUSAS
Dentro de cada célula do nosso corpo, estão os cromossomos, responsáveis pela cor dos olhos, altura, sexo e também por todo o funcionamento e forma de cada órgão do corpo interno, como o coração, estômago, cérebro, etc. Cada uma das células possui 46 cromossomos, que são iguais, dois a dois, quer dizer, existem 23 pares ou duplas de cromossomos dentro de cada célula. Um desses cromossomos, chamado de nº21 é que está alterado na Síndrome de Down. A criança que possui a Síndrome de Down, tem um cromossomo a 21 a mais, ou seja, ela tem três cromossomos 21 em todas as suas células, ao invés de ter dois. É a trissomia 21. Portanto a causa da Síndrome de Down é a trissomia do cromossomo 21. É um acidente genético. Esse erro não está no controle de ninguém.

CONSEQÜÊNCIAS
Face a hipotonia do bebê, este é mais quieto, apresenta dificuldade para sugar, engolir, sustentar a cabeça e os membros.
A abertura das pálpebras é inclinada como parte externa mais elevada, e a prega, no canto interno dos olhos é como nas pessoas da raça amarela. Tem a língua protusa (para fora da boca).
Apresenta rebaixamento intelectual, estatura baixa, 40% dos casos possuem cardiopatias.

TRATAMENTO
Até o momento não há cura. A Síndrome de Down é uma anomalia das próprias células, não existindo drogas, vacinas, remédios, escolas ou técnicas milagrosas para curá-la.
Com os portadores da Síndrome de Down deverão ser desenvolvidos programas de estimulação precoce que propiciem seu desenvolvimento motor e intelectual, iniciando-se com 15 dias após o nascimento.

INCIDÊNCIA

Estima-se que a cada 550 bebês que nascem, 01 tenha a Síndrome de Down.
Consideração final:
"O que nos define não são os cromossomos,
mas sim como "somos".
E "somos" imagem e semelhança de Deus".
***
portadores síndrome de down...
INCLUSÃO SOCIAL, SIM.
Paz e Bem

terça-feira, julho 17, 2007

Momento de posse do novo presidente, ALTAIR DA CRUZ SILVA, da ASSOCIAÇÃO COMERCIAL, INDUSTRIAL E AGROPECUÁRIA DE SÃO JOSÉ DE UBÁ-RJ (ACIA)





Para nós, os comerciantes, da cidade tem uma frase muito interessante que combina com nossa situação:
"o difícil, vocês sabem, não é fácil" :):)
(essa frase foi dita por alguém do, setor, futebol)


Paz e Bem





ASSOCIAÇÃO COMERCIAL, INDUSTRIAL E AGROPECUÁRIA DE SÃO JOSÉ DE UBÁ-RJ
No ano de 1997, em reunião na Câmara Municipal de São José de Ubá, um grupo de comerciantes local, por decisão unânime, reconheceu a necessidade de fundar uma associação comercial.
A Associação foi fundada e, por conseguinte, muito bem trabalhada.
- DIRETORIAS -
(eleição: primeira sexta-feira do mês de julho/posse: segunda sexta-feira do mês de julho)
Ano 1997 - Diretoria:
Presidente: Adalto Eccard de Souza
Vice-Presidente: Cirenildo Maia Curty
1ª Tesoureira: Sandra Soares do Nascimento Valeriote
2º Tesoureiro: Alexandro Silva Maia
1ª Secretária: Ozilane Carvalho Vieira Bernardo
2ª Secretária: Giani Maria Ribeiro da Silva Ney
Ano 1999 - Diretoria:
Presidente: Fernando Eccard de Souza
Vice-Presidente: Cirenildo Maia Curty
1º Tesoureiro: José Cosme Andrade Lima
2º Tesoureiro: Alexandro Silva Maia
1ª Secretária: Ozilane Carvalho Vieira Bernardo
2ª Secretária: Núbia Maria da Silva Martins
Ano 2001 - Diretoria:
Presidente: Adalto Eccard de Souza
Vice-Presidente: Pedro José Eccard André
1º Tesoureiro: José Cosme Andrade Lima
2ª Tesoureira: Sandra Soares do Nascimento Valeriote
1ª Secretária: Ozilane Carvalho Vieira Bernardo
2ª Secretária: Maria Monique Eccard André
Ano 2003 - Diretoria:
Presidente: Pedro José Eccard André
Vice-Presidente: Alexandro Silva Maia
1º Tesoureiro: Adalto Eccard de Souza
2ª Tesoureira: Maria Adriana Silva Verdan Moreira
1ª Secretária: Ozilane Carvalho Vieira Bernardo
2º Secretário: Francisco Fernandes Ribeiro Filho
Ano 2005 - Diretoria
Presidente: Adalto Eccard de Souza
Vice-Presidente: Pedro José Eccard André
1ª Tesoureira: Sandra Soares do Nascimento Valeriote
2º Tesoureiro: José Cosme Andrade Lima
1ª Secretária: Ozilane Carvalho Vieira Bernardo
2ª Secretária - Núbia Maria da Silva Martins
(em março do ano 2006 assumiu a presidência: Pedro José Eccard André)
Ano 2007 - Diretoria
Presidente: Altair da Cruz Silva
Vice-Presidente: Pedro José Eccard André
1ª Tesoureira: Sandra Soares do Nascimento Valeriote
2º Tesoureiro: José Cosme Andrade Lima
1ª Secretária: Ozilane Carvalho Vieira Bernardo
2ª Secretária: Núbia Maria da Silva Martins