domingo, outubro 15, 2006
quinta-feira, outubro 12, 2006
São pessoas que, verdadeiramente, acreditam nessa MÃE protetora, milagrosa, presente em todos os momentos.
É lindo quando esse pessoal vai passando com sua fé tão visível aos olhos humano.
Não importa o sacríficio, o que para todas essas pessoas importa é a FÉ que alimenta suas almas.
Dessa forma o povo ubaense demonstra a sua quinta-feira, outubro 05, 2006
História que precisa ficar registrada.
Eis que Sandra, Monique, Margareth e algumas outras pessoas estavam no clube. Foi feito um arroz e uma carne ensopadinha deliciosa. Sandra comeu e, como numa grande maioria das vezes, arrumou alguma desculpa e foi embora para seu cantinho. A desculpa dessa vez foi que estava ventando muito :O
Pois ocorre que Sandra estava em seu ninho concentrada no debate dos candidatos a presidência da república quando seu telefone toca e ela ao atender escuta um som muito alto e a voz da Margareth a gritar:
- Sandra, aparece com a cara na janela.
Sandra sem entender o porque de Margareth está com voz em um volume tão alto, ainda tenta dialogar pelo telefone.
Sandra diz: - O que está acontecendo?
Margareth não lhe dar satisfação e mantêm as mesmas palavras: - Aparece a cara na janela.
Foi aí que aconteceu toda a cena:
Monique e Margareth chegam de carro (24h) em frente a casa da Sandra (como elas conseguiram descer o imenso morro do clube do jeito que estavam... :O – vá se saber!)
Nesse ponto descem do carro e cantam, acompanhando o som que estava no volume máximo dentro do carro essa música:
No meio da conversa, de um caso terminando
Um fala, o outro escuta e os olhos vão chorando
A lógica de tudo é o desamor que chega
Depois que um descobre que o outro não se entrega
Quem vai sair arruma as coisas, põe na mala
Enquanto o outro fuma um cigarro na sala
O coração, palhaço, começa a bater forte
Quem fica não deseja que o outro tenha sorte
Longe um do outro, a vida é toda errada
O homem não se importa com a roupa amarrotada
E a mulher em crise quantas vezes chora
A dor de ter perdido um grande amor que foi embora!
Mas quando vem a volta, o homem se arruma
Faz barba, lava o carro, se banha, se perfuma
E liga pro amigo, que tanto lhe deu força
Jura, nunca mais vai perder essa moça
E a mulher se abraça à mãe, diz obrigada
Põe aquela roupa que agrada o seu amado
E passa a tarde toda cuidando da beleza
Jantar à luz de velas e amor de sobremesa
E perto um do outro, a vida é diferente
A solidão dá espaço pro amor que estava ausente
Quem olha não tem jeito de duvidar agora
Da força da paixão que tem dois corações e uma história
Eis que Sandra ao ver aquela cena sai correndo para achar alguma máquina para registrar as duas cantando e dançando em sua calçada. Sandra não acha máquina e a p... do celular que podia registrar, também, totalmente desligado por falta de bateria.
Considerações finais:
Na vida o que vale a pena são esses pequenos momentos: simples, engraçado, autêntico... Cada um com seu próprio jeito de ser e no entanto convivendo com respeito, alegrias...
Enquanto os rapazes estavam nervosos para salvar os canos que passam a água para o clube, como, eu, não tinha o que fazer, fui tirar fotografia do fogo. Apenas me lembraram que existe "cobras" no mato e que por certo estavam fugindo do fogo e por certo iam vir na minha direção... O juízo entrou na minha cabeça, nem precisa dizer que ficou apenas nessas fotinhas :O :)
Conhecendo, um pouco, São José de Ubá-RJ (partes: I e II)
Ao ler este trabalho feito por pessoas idôneas da sociedade achei interessante e deixo, aqui, publicado.
A Bibliografia mencionada:
História e perspectiva de São José de Ubá. Edição e Distribuição da Casa da Cultura
Documentos sobre São José de Ubá
Depoimentos da população ubaense
Jornais: A Folha, Correio Fluminense e O Globo
Abrs e Bjos dessa amiga, Sandra
Com isso seus habitantes passaram a ter o costume de dizer que mora na terra do tomate
E essa mudança ocorreu da seguinte forma:
Até 1960, o desenvolvimento desta terra se deu pelo cultivo de variados produtos como: o café, cana-de-açúcar, feijão, algodão e milho. A partir desta data, iniciou-se o plantio de tomate que se expandiu e transformou a nossa economia, principalmente.
E como este produto é escoado?
Em 13 de abril de 1978, foi construída em São José de Ubá no governo de Floriano Faria Lima, uma representativa obra, a CEASA (mercado do produtor noroeste fluminense).
Atualmente, São José de Ubá ocupa o 1º lugar na produção do tomate no Estado do Rio de Janeiro.
PS: Jamais esquecer de lavar, muito, bem tomates antes do consumo ;)
SÃO JOSÉ DE UBÁQue lugar é esse?
Origem
São José de Ubá foi habitado pelos índios puris, os quais possuíam aqui vários aldeamentos.
Conhecida no final do século XIX como rancho dos ubás.
Abrigava os tropeiros vindos, na sua maioria, de Minas Gerais. Eles pernoitavam à sombra dos ubás (ubás são plantas nativas da região que se assemelhavam com os pendões da cana-de-açúcar e são usadas para a confecção de gaiolas, balaios e cestos) e partiam para os seus respectivos destinos ao amanhecer.
Provavelmente desbravada por bandeirantes, podendo ser citado Cândido Martins Esteves que por aqui passou por volta de 1845.
Das terras de São José de Ubá, o mais antigo proprietário de que se tem notícia é Firmino Moreira Ramos (1886). Mais tarde, essas terras foram passadas para José Bastos Neto (Juca Neto), que, posteriormente, doou parte delas a São José que era padroeiro de uma pequena capela da localidade. Os tropeiros referiam-se a esta vila como São José dos Ubás, mais tarde São José de Ubá.
São José de Ubá está localizado no Noroeste do Estado do Rio de Janeiro
O município limita-se:
Ao Norte e Leste, com o município de Itaperuna;
Ao Sul e Sudeste, com o município de Cambuci;
A Oeste, com o município de Miracema;
A Sudoeste com o município de Santo Antônio de Pádua.
São José de Ubá tem uma área de 249km/2 e uma população de 5.922 habitantes (senso IBGE/1996)
Principais Eventos:
Março: Exposição Agropecuária
Abril: Festa do Templo Batista
Maio: Festa da cidade (religiosa)
Junho: Festas Juninas realizadas pelas comunidades e colégios
Julho: Festa do Ubaense Ausente
Agosto: Festa do Tomate
Dezembro: Festa de Emancipação da cidade com a já conhecida Missa das Famílias
Quem são os ubaenses?
O povo ubaense é um povo acolhedor, pacífico, amigo e trabalhador. Setenta (70%) da população ubaense acha-se concentrada na zona rural (Água Limpa, Barro Branco, Boa Mente, Brejo, Cachoeira Alta, Cambiocó, Campo Grande, Cascata, Colosso, Cruz da Moça, Jenipapo, Gouveia, Inveja, Mangueira, Mavorte, Monteiro, Panelão, Paredão, Ponte Preta, Prosperidade, Recreio, Valão da Serra, Valão dos Porcos e Vargem Alegre) onde toda família trabalha propiciando assim melhores condições de vida.
Besteirinhas
Pelejar
Quebranti ou mal olhado
Letra
Levou peru
Prosear
Pé d´água
Vai cair um toró
Vai pastar
Vai plantar fava
Chá de cadeira
Deus é pai, não é padastro
COMIDAS TÍPICA:Doce de tomate, canjiquinha com costelinha de porco, broa, abobrinha verde batida, arroz carreteiro, doces em compotas, bolo de aipim, bolo de laranja, bolinho de mandioca, angu, tutu com molho de lingüiça e cebola, etc.
TRABALHOS ARTESANAIS QUE SE DESTACAM:
Crochês, marcas, pinturas (tecidos e porcelanas), tricot, doces caseiros, balaios, cestas, esteiras de taboa, vassoura de vasculhar casa de palha.
NÃO MUDA A TRADIÇÃO:
Enterros
Mesmo que a pessoa falecida more vizinha ao cemitério, ou sendo velada na capela mortuária (ao lado do cemitério) o cortejo do enterro tem que percorrer as ruas principais da cidade como uma despedida e passar pela Rua da Gruta para depois ser enterrado.
Ao retirar o corpo do falecido (a) para o cortejo do enterro, todos os cômodos da casa são varridos em direção à porta por onde saiu o caixão. A pessoa que primeiro segurar o caixão será também o último a segura-lo no momento de coloca-lo na sepultura. E dando continuidade a todo este ritual, cada pessoa que está próxima à cova deve jogar três punhados de terra em cima do caixão.
Quando morre alguém, as pessoas mais conhecidas pernoitam na casa do morto fazendo companhia aos familiares. Nesta ocasião são servidos: rosca, broa, pão, café, leite, etc.
Sistema: Caderneta
Temos, ainda, o costume de comprar fiado, usando a caderneta, nos açougues, nas padarias, nas farmácias, nas vendas demonstrando assim que o compromisso oral está acima de qualquer documento escrito.
No final do mês, ou no dia do pagamento o devedor vai ao local onde está devendo acertar a sua conta.











