Caro leitor, se você está de passagem pelo blog já logo no início dessa semana, então te convido a ter um momentinho, que seja da sua escolha definir como. ;)
Pois bem, pela primeira vez passo um final de semana com possibilidade para acesso a esse meio de comunicação - internet - dentro da minha casa. Isso por questão de uma querida amiga ter deixado o computador portátil dela comigo. Da minha parte desde quando tivemos a possibilidade para o acesso a internet em nossa cidade minha decisão foi radical: internet só na gráfica e ponto final. Mas eis que ao estar tendo esse acesso à internet nesse final de semana e estar aqui, agora, criando essa publicação bem tranqüilinha, dentro da minha casa, chego à conclusão que: realmente, para a minha pessoa, minha decisão, radical, foi maravilhosa. Eis o fato: não faço idéia de quantos pedaços de bolo de chocolate já comi sentada na frente desse computador portátil. Com o friozinho que está fazendo então, o que já bebi de leite com café; também não faço idéia (detalhe: o leite que vem para minha casa é o que sai direto da vaca – imagine então a quantidade de gordura). Definitivamente: internet em casa to fora de ter.
Bem, mas já que estou tendo nesse momento (internet em casa), e em se tratando da parte lazer, virtual, meu gosto é mais por blog, que fique então duas mensagens para caso seja da sua livre vontade ficar por aqui um pouquinho lendo.
Primeira mensagem:
Então, caro leitor, para não deixar questões para trás ou mesmo ter deixado a impressão de ter fugido "de algo" deixo então alguma coisinha para satisfazer determinada curiosidade (:D).
A maior torcida de futebol do mundo é para o time do flamengo. Como fazendo parte dessa torcida imensa, não consegui como percebi em alguns conhecidos, flamenguistas, perder meu excelente astral do início da semana passada: continuei na alegria da VITÓRIA NO CAMPEONATO ESTADUAL. Como disse o botafoguense Murilo Valeriote: “você é a única flamenguista que ainda está sorrindo.” Bem, não vou entrar em muitos detalhes para não me estender muito nessa escrita. Mas fazendo uma análise da situação, tendo em vista que se a pessoa não for torcedor do flamengo é absolutamente contra, e tendo em vista uma alegria enorme provinda do Cabanha; é para pensar se esse Cabanha talvez não seja um ser de luz que o time do FLAMENGO ofereceu a oportunidade para o planeta conhecer. Talvez um alguém para colaborar aí nessa situação de pedido para paz mundial: já que ele proporcionou tamanha alegria...
Mas enfim, nessa parte finalizo só esperando que a quantidade de bolo de chocolate + leite com café ingerido por mim - com esse negócio de passar final de semana com internet em casa - não tenha me deixado por 'ca banha'.
*Imagem abaixo, que (sendo flamenguista) encontrei no computador portátil que ficou comigo da minha amiga (que é tricolor). Essa imagem comprova, de certa forma, a realidade de que existe apenas duas torcidas. Fácil entender a questão: entre essa turma tem: vascaíno, botafoguense (vestida com camisa do tricolor) e tricolores: unidos :O
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Segunda mensagem:
Então, caro leitor, se você aprecia agregar conhecimentos, achei interessante o conteúdo dessa entrevista e deixo aqui para compartilhar.
"Em Israel a política escorre pelo seu quarto", diz o cineasta Amos Gitai.
Israel Punzano
Em Barcelona
O cineasta israelense Amos Gitai (nascido em Haifa em 1950), ao qual o Museu de Arte Contemporânea de Barcelona (Macba) dedica um ciclo, é um sobrevivente. Em seu caso não se trata de uma metáfora: ele mesmo participou da guerra de Yom Kipur. Seus filmes -"Zona Livre" (2005), "Terra Prometida" (2004) ou "Éden" (2001)- reivindicam a utopia e mostram a realidade da região-estopim que o viu nascer.
El País - O cinema como entretenimento o aborrece?
Amos Gitai - Todas as disciplinas da arte entretêm, mas é necessário algo mais. Não podemos ser só consumidores, mas devemos nos transformar em espectadores-intérpretes, como acontece quando nos colocamos diante de um quadro de Velázquez.
O cineasta Amos Gitai participa de sessão de fotos durante o Festival de Veneza de 2004
EP - Seus filmes têm uma grande carga biográfica. Não é de estranhar, porque está vivo por milagre...Gitai - Isso de sobrevivente é verdade. Quando jovem, em 1973, participei da guerra de Yom Kipur. Em meu aniversário, num dia ensolarado de outubro, estava sobrevoando com um helicóptero a frente líbia em busca de feridos para transportá-los para o hospital. O helicóptero foi derrubado por um míssil. O co-piloto estava a menos de um metro de mim e morreu decapitado. Éramos sete tripulantes. A maioria ficou ferida e morreu depois. Eu consegui sobreviver. As forças aéreas israelenses telefonaram para minha mãe e lhe disseram com secura que seu filho era uma exceção à estatística: ninguém sobrevive a uma coisa assim. Como não sou místico, aquela afirmação me perturbou.
EP - Sente-se à vontade quando rotulam seus filmes como "cinema político"?
Gitai - Quando se vive em um país como Israel, mesmo que pretenda ignorá-la, a política escorre por baixo da porta do seu quarto. O arrasta, seja qual for seu estado. É a tragédia da região em que vivo. Quando o conflito diminui e as pessoas começam a sarar e a estabelecer novas relações sociais, ressurge a selvageria que as atrai para o redemoinho.
EP - Seu cinema é a outra face do que contam as notícias?
Gitai - Não aceito os discursos politicamente corretos. Vivemos em uma situação de conflito altamente intoxicado pelas imagens dos telejornais. Todos juntos, tanto israelenses como palestinos, aceitamos ser colaboracionistas com a intoxicação que se faz de nossa imagem. Caímos em uma armadilha e damos carniça para alimentar os telejornais universais da noite, que nos consideram uma novela digna de ser vista de vez em quando. Cada um de nós utiliza suas feridas para obter vantagens políticas, sem entender que somos todos perdedores.
EP - Não resta sequer a esperança?
Gitai - Ao refletir sobre isso, penso em minha mãe, que nasceu em Israel quando ainda era simplesmente palestina. Tinha raízes dos judeus da Rússia. Casou-se com meu futuro pai nos anos 1930 e passaram a lua-de-mel no Líbano. Quando eu era pequeno, as fronteiras já estavam fechadas e cruzá-las me parecia algo extremamente perigoso. Mas em cima da mesa na qual almoçávamos minha mãe sempre punha umas estranhas passagens de trem com o trajeto Haifa-Beirute, os da sua lua-de-mel. Parecia-me muito preocupante que algum dia tivesse havido essa possibilidade de viajar em paz. Com esse gesto, minha mãe queria nos dizer que se aquele trem havia existido no passado poderia voltar a existir. Em Israel não devemos perder a esperança.
EP - Como decide se uma história deve ser um filme de ficção ou um documentário?
Gitai - Por razões éticas. Quando rodei "Terra Prometida", fiz um acompanhamento do tráfico de mulheres do Leste Europeu para o Oriente Médio para exercer a prostituição. Quando se trata de explorar essas mulheres, não há problemas. Os mafiosos israelenses e palestinos se unem pelo bem do negócio. Nesse caso não quis utilizá-las para fazer um exorcismo de seu sofrimento e optei pela ficção. O documentário exige mais pudor que um filme de ficção, porque as pessoas que aparecem nele seguirão suas vidas quando o filme terminar.
(fonte uol)
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Grata pela visita!
Paz e bem para a semana ;),
Sandra Valeriote