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quinta-feira, julho 17, 2008

Quando li essa matéria, que seguirá abaixo, pensei:
"Poxa, que pena tantos não gostarem de ler!"
Fazer o que... né?
(o "né" é piada).
Paz e bem,
Sandra Valeriote
Por que sexo é tão divertido
Ponto de vista
Stephen Kanitz

Por que os homens só pensam “naquilo”? Por que nossas novelas só mostram “aquilo”? Por que nossos anúncios e propagandas insinuam “aquilo”, sem parar? Porque fomos geneticamente programados a pensar “naquilo” com muita freqüência. Podemos esquecer de fazer uma série de coisas na vida. Podemos esquecer de tomar um café ou de dizer bom-dia ao vizinho, mas de uma coisa jamais podemos esquecer: de nos reproduzir e ter filhos.
Cada um de nós está vivo porque somos o último elo de milhões de antepassados, nenhum dos quais se esqueceu de reproduzir-se. Quando as mulheres reclamam que homens só pensam “naquilo”, elas estão sendo tremendamente injustas porque o instinto do “não esquecimento” está em ambos os sexos, e com a mesma intensidade. Afinal, nenhuma das mulheres que fazem parte da nossa genealogia se esqueceu de reproduzir-se. Hoje se suspeita que mais mulheres traiam o seu marido do que vice-versa.
Coloque-se na posição de Deus no dia da criação. Você tem de decidir que tipo de ser humano criar. Você precisará definir a intensidade de qualidades como agilidade, inteligência, força, solidariedade e que grau de instinto sexual atribuir ao homem e à mulher. Como a energia é escassa, você não poderá dar grau 100 a cada qualidade humana.
Você daria 100 à inteligência, 60 à agilidade e 40 ao instinto sexual? Ou você daria 40 à inteligência, 60 à agilidade e 100 a nosso interesse “naquilo”? Você preferiria criar um ser humano inteligente, mas desligado, ou um ser humano mais bobão, mas com pouco risco de ser levado à extinção? Foi por essa segunda opção que Ele parece ter se decidido: criou um ser humano bobo, mas que vive pensando “naquilo”.
Pela lei da probabilidade, entre nossos 4 milhões de ancestrais, mais de uma vez tivemos um antepassado meio esquecido e desligado, que só teve um filho aos 36 anos, pouco antes de ser comido pelos leões. O suficiente para ele deixar você como descendente. Todos nós escapamos por um triz de não estar lendo este artigo. Se Deus tivesse atribuído grau 40 em vez de 100, o que provavelmente muitos teólogos, papas e moralistas teriam escolhido, a sua história familiar seria outra, ou seja, inexistente.
Essa decisão divina explica muita coisa deste mundo maluco: esta burrice coletiva que assola o mundo e o Brasil e as besteiras que homens e mulheres cometem. Uma sábia decisão que hoje provoca uma série de problemas, como o erotismo desenfreado, a preocupação exagerada com o sexo, o desempenho e a traição, que trazem como conseqüência esta sociedade de consumo e de ostentação. Mas que nos permitiu chegar até aqui como somos: lerdos, burros, mas vivos.
A encrenca é que a maioria dos nossos publicitários, autores de telenovela, artistas, cineastas, a turma do “trair é normal” e do “tudo é permitido”, usa e abusa desse nosso instinto super caprichado para os próprios interesses. Um jovem hoje em dia terá sido exposto a 12000 apelos sexuais antes de completar 14 anos, uma aberração cultural sem precedentes na história da humanidade. Hoje não precisamos ter doze filhos baseados na chance de que dois chegarão até a vida adulta. Estão deliberadamente abusando desse nosso gene de preservação para ganhar dinheiro para suas empresas e para si.
Se você acha divertido assistir a novelas que só tratam “daquilo”, se você vive na internet procurando “aquilo”, se você acha o máximo os livros que só tratam “daquilo”, saiba que você está sendo usado e correndo risco de extinção. Estão afastando-o de sua verdadeira tarefa de procurar alguém ideal para fazer “aquilo” com amor e diversão. Estão usando o instinto mais caprichado que Deus nos deu para fazer justamente o contrário, deixar você isolado na frente do computador ou da televisão.
Nossos professores, artistas e cineastas, nossos líderes espirituais estão se esquecendo de que sexo precisa ser de fato divertido, mas o segredo do divertimento são o comedimento, a surpresa e o mistério, e não essa massificação e banalização a que estão nos submetendo.






Dez perguntas para o economista André Urani

O verdadeiro compromisso, a verdadeira responsabilidade, a intensa conscientização com “o social” ficará ausente, de forma desproporcional, até quando?
Bem, achei essa entrevista, abaixo, interessante e a deixo, aqui, num sentido de compartilhar com quem é apreciador de bons conteúdos.
É isso aí...
Paz e bem,
Sandra Valeriote

Em seu livro Trilhas para o Rio: do Reconhecimento da Queda à Reinvenção do Futuro, o economista ítalo-carioca André Urani, conselheiro do Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade (Iets), afirma que o ápice da decadência da cidade aconteceu nos anos 80, com a falência de várias indústrias. Hoje, porém, ele vê saídas para a metrópole, que a seu ver deve se reinventar — como fizeram Londres e Barcelona, por exemplo — e buscar sua vocação como centro de serviços e cultura.

1. O carioca não conhece as dimensões dos problemas da cidade?

Deveria conhecer mais. Existe uma inércia e alguns fatores explicam isso. O primeiro é a beleza do Rio. Viver num lugar escandalosamente bonito nos distrai dos problemas. Se morássemos numa cidade feia, seria mais fácil buscarmos soluções. A beleza da Zona Sul nos impede de olhar para o subúrbio, uma região abandonada do ponto de vista econômico. E temos de reconhecer que os problemas locais são nossos. Não adianta culpar os outros.
2. Quais são os principais pontos a ser resolvidos?

Há três questões na raiz de tudo: desigualdade, desordem e desperdício. O Rio tem uma desigualdade abismal entre pobres e ricos. Existe a desordem em moradias, transportes e trabalho, que se reflete em desemprego e informalidade. E por fim há um desperdício inacreditável. Tudo se joga fora: belezas naturais como a Baía de Guanabara, o talento das pessoas...
3. Quando a situação saiu de controle?

Nos anos 60 perdemos a capital para Brasília e a liderança econômica para São Paulo, mas o golpe de misericórdia veio na década de 80. A indústria afundou e perdemos todo o setor financeiro. Quando as fábricas começaram a falir, seus empregados, que moravam em parques proletários ao longo da Avenida Brasil, foram abandonados à própria sorte. Vigário Geral é um exemplo da favelização do período.
4. O que é necessário para que se pense em estratégias de longo prazo?

Esta é uma questão difícil. Falar e escrever um livro já são tentativas de mobilização, de ver se cai a ficha na cabeça das pessoas. Já ouvi que o diagnóstico que faço é paralisante. Mas é só para quem não tem fantasia, criatividade. Claro que eu acredito. É por isso que vivo aqui, com os meus três filhos.
5. Existem bons exemplos para o Rio?

Toda grande cidade do Ocidente atravessou crise semelhante. Londres foi a primeira metrópole industrial do mundo, mas hoje apenas 8% da população trabalha na indústria. Há trinta anos, Barcelona tinha um porto decadente, gangues e tráfico de drogas. Hoje, a cidade aposta tudo na criatividade. É necessário transitar para um novo modelo. As cidades estão se especializando.
6. E qual seria a especialização do Rio?

Serviços, qualidade de vida, festas, música, cultura, por exemplo. A indústria não pode mais ser o carro-chefe. Esse modelo morreu. Há alguns anos, fiz um convite para a Benetton instalar uma fábrica no Jacarezinho. Seria muito simbólico ter uma marca colorida, inventiva e jovem lá. Oferecemos mundos e fundos. Infelizmente, eles não toparam.
7. Como transitar para um novo modelo?

O talento tem de ser usado e não desperdiçado. E não depende só do governo. A iniciativa privada deve ser aproveitada. Voltando ao exemplo do subúrbio: concessionárias de serviços públicos teriam o maior interesse na revitalização daquele território, assim como redes de supermercados e grupos de construção. Seria um novo universo de negócios, com o qual eles muito poderiam ganhar.
8. Já foram dados passos nessa direção?

Sim, embora ainda não tenham a característica de um processo de longo prazo, sistêmico. Existem coisas boas sendo feitas e devemos comemorar, mas não sei o fôlego disso. Meu medo é que a gente se iluda que isso basta. E não basta. Falta organizar o jogo, compartilhar informação, para que tudo seja feito de forma mais harmônica e eficiente.
9. Isso cabe só ao governo?

Temos a cultura de depositar todas as fichas no governo, mas a agenda tem de estar nas mãos dos setores civil e privado. Se deixarmos na mão do governo, a cada mudança de cargo vamos dar com os burros n’água. Não dá para as coisas serem destruídas e recomeçadas só porque foi o outro que fez. Temos de sair da lógica individualista para a coletiva.
10. Em quanto tempo se faz uma mudança desse porte?

Melhoramos nos últimos dois ou três anos, mas é preciso ficar claro que se trata de um trabalho de muitos protagonistas e não de um super-herói que assuma algum cargo executivo. É preciso estratégia de longo prazo. Em dez anos, já veríamos muitas mudanças. Em vinte, teríamos ótima qualidade de vida.

quinta-feira, julho 10, 2008

1948 - 2008
* 60 ANOS - DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS *
Eis uma boa oportunidade para essa leitura ;)
CONSIDERANDO que o reconhecimento da dignidade inerente a todos os membros da familia humana e seus direitos iguais e inalienáveis é o fundamento da liberdade, da justiça e da paz no mundo, CONSIDERANDO que o desprezo e o desrespeito pelos direitos do homem resultaram em atos bárbaros que ultrajaram a consciência da Humanidade, e que o advento de um mundo em que os homens gozem de liberdade de palavra, de crença e da liberdade de viverem a salvo do temor e da necessidade,CONSIDERANDO ser essencial que os direitos do homem sejam protegidos pelo império da lei, para que o homem não seja compelido, como último recurso, à rebelião contra a tirania e a opressão, CONSIDERANDO ser essencial promover o desenvolvimento de relações amistosas entre as nações, CONSIDERANDO que os povos das Nações Unidas reafirmaram, na Carta, sua fé nos direitos do homem e da mulher, e que decidiram promover o progresso social e melhores condições de vida em uma liberdade mais ampla, CONSIDERANDO que os Estados Membros se comprometeram a promover, em cooperação com as Nações Unidas, o respeito universal aos direitos e liberdades fundamentais do homem e a observância desses direitos e liberdades, CONSIDERANDO que uma compreensão comum desses direitos e liberdades é da mais alta importância para o pleno cumprimento desse compromisso,
A Assembléia Geral das Nações Unidas proclama a presente "Declaração Universal dos Direitos do Homem" como o ideal comum a ser atingido por todos os povos e todas as nações, com o objetivo de que cada indivíduo e cada órgão da sociedade, tendo sempre em mente esta Declaração, se esforce, através do ensino e da educação, por promover o respeito a esses direitos e liberdades, e, pela adoção de medidas progressivas de caráter nacional e internacional, por assegurar o seu reconhecimento e a sua observância universais e efetivos, tanto entre os povos dos próprios Estados Membros, quanto entre os povos dos territórios sob sua jurisdição.
Artigo 1
Todos os homens nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotados de razão e consciência e devem agir em relação uns aos outros com espírito de fraternidade.
Artigo 2
I) Todo o homem tem capacidade para gozar os direitos e as liberdades estabelecidos nesta Declaração sem distinção de qualquer espécie, seja de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política ou de outra natureza, origem nacional ou social, riqueza, nascimento, ou qualquer outra condição.
II) Não será também feita nenhuma distinção fundada na condição política, jurídica ou internacional do país ou território a que pertença uma pessoa, quer se trate de um território independente, sob tutela, sem governo próprio, quer sujeito a qualquer outra limitação de soberania.
Artigo 3
Todo o homem tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal.
Artigo 4
Ninguém será mantido em escravidão ou servidão; a escravidão e o tráfico de escravos estão proibidos em todas as suas formas.
Artigo 5
Ninguém será submetido a tortura, nem a tratamento ou castigo cruel, desumano ou degradante.
Artigo 6
Todo homem tem o direito de ser, em todos os lugares, reconhecido como pessoa perante a lei.
Artigo 7
Todos são iguais perante a lei e tem direito, sem qualquer distinção, a igual proteção da lei. Todos tem direito a igual proteção contra qualquer discriminação que viole a presente Declaração e contra qualquer incitamento a tal discriminação.
Artigo 8
Todo o homem tem direito a receber dos tribunais nacionais competentes remédio efetivo para os atos que violem os direitos fundamentais que lhe sejam reconhecidos pela constituição ou pela lei.
Artigo 9
Ninguém será arbitrariamente preso, detido ou exilado.
Artigo 10
Todo o homem tem direito, em plena igualdade, a uma justa e pública audiência por parte de um tribunal independente e imparcial, para decidir de seus direitos e deveres ou do fundamento de qualquer acusação criminal contra ele.
Artigo 11
I) Todo o homem acusado de um ato delituoso tem o direito de ser presumido inocente até que a sua culpabilidade tenha sido provada de acordo com a lei, em julgamento público no qual lhe tenham sido asseguradas todas as garantias necessárias a sua defesa.
II) Ninguém poderá ser culpado por qualquer ação ou omissão que, no momento, não constituiam delito perante o direito nacional ou internacional. Também não será imposta pena mais forte do que aquela que, no momento da prática, era aplicável ao ato delituoso.
Artigo 12
Ninguém será sujeito a interferências na sua vida privada, na sua família, no seu lar ou na sua correspondência, nem a ataques a sua honra e reputação. Todo o homem tem direito à proteção da lei contra tais interferências ou ataques.
Artigo 13
I) Todo homem tem direito à liberdade de locomoção e residência dentro das fronteiras de cada Estado.
II) Todo o homem tem o direito de deixar qualquer país, inclusive o próprio, e a este regressar.
Artigo 14
I) Todo o homem, vítima de perseguição, tem o direito de procurar e de gozar asilo em outros países.
II) Este direito não pode ser invocado em casos de perseguição legitimamente motivada por crimes de direito comum ou por atos contrários aos objetivos e princípios das Nações Unidas.
Artigo 15
I) Todo homem tem direito a uma nacionalidade.
II) Ninguém será arbitrariamente privado de sua nacionalidade, nem do direito de mudar de nacionalidade.
Artigo 16
I) Os homens e mulheres de maior idade, sem qualquer restrição de raça, nacionalidade ou religião, tem o direito de contrair matrimônio e fundar uma família. Gozam de iguais direitos em relação ao casamento, sua duração e sua dissolução.
II) O casamento não será válido senão com o livre e pleno consentimento dos nubentes.
III) A família é o núcleo natural e fundamental da sociedade e tem direito à proteção da sociedade e do Estado.
Artigo 17
I) Todo o homem tem direito à propriedade, só ou em sociedade com outros.
II) Ninguém será arbitrariamente privado de sua propriedade.
Artigo 18
Todo o homem tem direito à liberdade de pensamento, consciência e religião; este direito inclui a liberdade de mudar de religião ou crença e a liberdade de manifestar essa religião ou crença, pelo ensino, pela prática, pelo culto e pela observâcia, isolada ou coletivamente, em público ou em particular.
Artigo 19
Todo o homem tem direito à liberdade de opinião e expressão; este direito inclui a liberdade de, sem interferências, ter opiniões e de procurar, receber e transmitir informações e idéias por quaisquer meios, independentemente de fronteiras.
Artigo 20
I) Todo o homem tem direito à liberdade de reunião e associação pacíficas.
II) Ninguém pode ser obrigado a fazer parte de uma associação.
Artigo 21
I) Todo o homem tem o direito de tomar parte no governo de seu país diretamente ou por intermédio de representantes livremente escolhidos.
II) Todo o homem tem igual direito de acesso ao serviço público do seu país.
III) A vontade do povo será a base da autoridade do governo; esta vontade será expressa em eleições periódicas e legítimas, por sufrágio universal, por voto secreto ou processo equivalente que assegure a liberdade de voto.
Artigo 22
Todo o homem, como membro da sociedade, tem direito à segurança social e à realização, pelo esforço nacional, pela cooperação internacional e de acordo com a organização e recursos de cada Estado, dos direitos econômicos, sociais e culturais indipensáveis à sua dignidade e ao livre desenvolvimento de sua personalidade.
Artigo 23
I) Todo o homem tem direito ao trabalho, à livre escolha de emprego, a condições justas e favoráveis de trabalho e à proteção contra o desemprego.
II) Todo o homem, sem qualquer distinção, tem direito a igual remuneração por igual trabalho.
III) Todo o homem que trabalha tem direito a uma remuneração justa e satisfatória, que lhe assegure, assim como a sua família, uma existência compatível com a dignidade humana, e a que se acrescentarão, se necessário, outros meios de proteção social.
IV) Todo o homem tem direito a organizar sindicatos e a neles ingressar para proteção de seus interesses.
Artigo 24
Todo o homem tem direito a repouso e lazer, inclusive a limitação razoável das horas de trabalho e a férias remuneradas periódicas.
Artigo 25
I) Todo o homem tem direito a um padrão de vida capaz de assegurar a si e a sua família saúde e bestar, inclusive alimentação, vestuário, habitação, cuidados médicos e os serviços sociais indispensáveis, e direito à seguranca em caso de desemprego, doença, invalidez, viuvez, velhice ou outros casos de perda de meios de subsistência em circunstâncias fora de seu controle.
II) A maternidade e a infância tem direito a cuidados e assistência especiais. Todas as crianças, nascidas dentro ou fora do matrimônio, gozarão da mesma proteção social.
Artigo 26
I) Todo o homem tem direito à instrução. A instrução será gratuita, pelo menos nos graus elementares e fundamentais. A instrução elementar será obrigatória. A instrução técnicrofissional será acessível a todos, bem como a instrução superior, esta baseada no mérito.
II) A instrução será orientada no sentido do pleno desenvolvimento da personalidade humana e do fortalecimento do respeito pelos direitos do homem e pelas liberdades fundamentais. A instrução promoverá a compreensão, a tolerância e amizade entre todas as nações e grupos raciais ou religiosos, e coadjuvará as atividades das Nações Unidas em prol da manutenção da paz.
III) Os pais têm prioridade de direito na escolha do gênero de instrução que será ministrada a seus filhos.
Artigo 27
I) Todo o homem tem o direito de participar livremente da vida cultural da comunidade, de fruir as artes e de participar do progresso científico e de fruir de seus benefícios.
II) Todo o homem tem direito à proteção dos interesses morais e materiais decorrentes de qualquer produção científica, literária ou artística da qual seja autor.
Artigo 28
Todo o homem tem direito a uma ordem social e internacional em que os direitos e liberdades estabelecidos na presente Declaração possam ser plenamente realizados.
Artigo 29
I) Todo o homem tem deveres para com a comunidade, na qual o livre e pleno desenvolvimento de sua personalidade é possível.
II) No exercício de seus direitos e liberdades, todo o homem estará sujeito apenas às limitações determinadas pela lei, exclusivamente com o fim de assegurar o devido reconhecimento e respeito dos direitos e liberdades de outrem e de satisfazer as justas exigências da moral, da ordem pública e do bem-estar de uma sociedade democrática.
III) Esses direitos e liberdades não podem, em hipótese alguma, ser exercidos contrariamente aos objetivos e princípios das Nações Unidas.
Artigo 30
Nenhuma disposição da presente Declaração pode ser interpretada como o reconhecimento a qualquer Estado, grupo ou pessoa, do direito de exercer qualquer atividade ou praticar qualquer ato destinado à destruição de quaisquer direitos e liberdades aqui estabelecidos.
***
Estimada pessoa, mantenha-se atento as informações. É muito importante!
Fica, também, a valer como uma forma para boas e necessárias soluções.
Entre várias, eis uma opção:
www.sedh.gov.br
Da minha parte, por ter aprendido a gostar de ler, por mim mesma, desconheço o sentido do “não gostar”. Como alguns amigos sempre dizem: “não gosto de ler, não consigo ler...” Acredito ser um bom começo para "quem deseja" se habituar, ao mundo das leituras, começarem através de palavras de fácil compreensão e grandeza.
O texto que segue, abaixo, foi uma escolha minha para quem “tem a vontade”.
*
Discurso do ministro Paulo Vannuchi durante plenária de abertura do seminário Responsabilidade Social das Empresas e Direitos Humanos – Encontro de Presidentes
São Paulo – SP, 24 de junho de 2008
Exmo. Sr. Presidente da República e querido companheiro Luiz Inácio Lula da Silva,
Exmo. Sr. Governador José Serra,
Exmo. Sr. Prefeito Gilberto Kassab,
Excelentíssimos companheiros ministros Edson Santos, Fernando Haddad, Miguel Jorge, Nilcéia Freire, prezados companheiros Oded Grajew, Ricardo Young e doutor Roger Plant, diretor do Programa de Combate ao Trabalho Forçado da OIT.
Essa minha palavra inicial é uma palavra de agradecimento e uma palavra para registrar alguns acentos especiais deste encontro. Agradecimento ao Presidente da República por ter aberto, numa agenda difícil, este momento importante, a todas as autoridades presentes, a todos os senhores presidentes, diretores de empresas que responderam com muita força ao convite.
Agradecimento ao Instituto Ethos e as duas equipes: Ethos e da Secretaria Especial dos Direitos Humanos que ensejaram esse evento em que quero realçar quatro ou cinco marcas.
Uma marca é a do ineditismo. Não sei que grau de ineditismo, mas, não me lembro de um encontro tão expressivo entre Presidente da República, Governador de estado, autoridades, ministros e um grupo tão importante e representativo de dirigentes e líderes de empresas brasileiras para debater direitos humanos.
Uma outra marca é a marca celebratória, a celebração de 60 anos da Declaração que as Nações Unidas recém fundada, ainda perplexa com o horror da guerra, o horror do holocausto, talvez 60 milhões de vidas humanas ceifadas, certamente seis milhões de judeus, por serem judeus, e cristãos, e ciganos, e comunistas, e socialistas mortos na barbárie.
Uma ONU menor do que a de hoje conseguiu, pela primeira vez na história, um programa de 30 itens que desdobram em 20. O que diz o primeiro: Livres e iguais em dignidade nascem todos os seres humanos. Rigorosamente essa frase ainda não é a constatação da realidade em lugar nenhum do planeta e os demais 29 itens vão desdobrando os direitos à segurança, o direito a não ser alvo de violência, o direito à defesa, à dignidade e honra pessoal, o direito à participação política, a ter qualquer pensamento filosófico, religioso, o direito à educação, à saúde, à moradia.
Os direitos que compõem essa pauta que as empresas no Brasil há muitos anos desenvolvem como responsabilidade social. É também aniversário redondo do Instituto Ethos, tão fundamental nessa trajetória. É aniversário redondo da abolição ainda incompleta, são 120 anos. Abolição que precisa se completar quando estiver concluído o circuito da igualdade entre afrodescendentes e os demais segmentos migratórios, que compuseram a sociedade brasileira nesse início de século 21. Abolição que estará completa quando o pacto nacional que o Instituto Ethos, a OIT, a ONG Repórter Brasil, os empresários aqui presentes já afirmaram como o compromisso de erradicar em poucos anos essa mancha que ainda envergonha o nosso país e sujeita o nosso país a retaliações de chamado trabalho forçado, trabalho análogo à escravidão.
Também é aniversário redondo dos 20 anos da democracia brasileira plena. E nesses 20 anos, o país estampa avanços que atravessam governos, a afirmação dos direitos humanos está contida já na primeira página da nossa Constituição. Ela é o resultado de políticas de estado em que partidos diferentes criam uma pequena área de proteção, que se busca colocar a salvo do natural e desejável, saudável processo de alternância de partidos no poder para se estampar como política de estado, como política mais do que estado, de nação porque une sociedade civil, aqui tão presente, e os poderes republicanos. Os três poderes nos três entes federados.
A festa também tem como acento a democracia, esse momento que é de diálogo e de troca. Estamos aqui para aprender uns com os outros. Poderes públicos, Presidente da República, expressando as suas convicções, seus chamados e, ao mesmo tempo, os vários ministros que estarão em cada uma das mesas, estaremos ali para ouvir, para colher propostas, idéias, sugestões, cobranças. Porque, na democracia, sociedade civil e poderes públicos interagem com diálogo, com parceria, também com cobranças, com fiscalizações, exigências e dessa tensão democrática nós vamos construindo a cada passo um Brasil melhor, um Brasil mais justo, um Brasil mais igual, um Brasil mais solidário.
A penúltima marca que eu quero lembrar é a marca do desbloqueio. Estamos aqui todos reunidos para mais um pequeno passo no nosso desbloqueio a respeito do que sejam os direitos humanos. Porque no nosso país ainda é forte a marca de que direitos humanos é proteção de bandidos, direitos humanos é proteção de presos, na melhor das versões, e direitos humanos é proteção à celebração da vida, da vida na infância mais tenra, no pré-natal até a mais avançada velhice.
O direito das pessoas com deficiência, a igualdade de gênero, a igualdade racial. E nesse desbloqueio o nosso convite é na linha do que muitas empresas já fazem e que o Pacto Global das Nações Unidas já faz.
Nós temos a Petrobras, temos Oded, outros representantes do Brasil no comitê internacional do Pacto Global, o ex-secretário-geral da ONU Kofi Annan instituiu em torno de dez eixos ou quatro mais precisos. Que é direitos humanos o primeiro deles, direitos trabalhistas, o respeito ao meio ambiente, o combate à corrupção.
Muitas empresas já trabalham diretamente direitos humanos, outras preferem o título responsabilidade social por respeito ao velho bloqueio e a dificuldade de que os próprios funcionários poderão entender direitos humanos nesse mau sentido que prevalece em tantos segmentos. E a responsabilidade social que as empresas praticam todinha é afirmação dos direitos humanos, por isso, o convite a ser um momento de desbloqueio.
E, por último, um momento de compromisso. Aqui uma parcela muito importante do Brasil celebra junto o aniversário redondo de 60 anos. O 10 de dezembro de 48 em que foi firmado um manifesto, um programa, o primeiro na história da humanidade em que se cumprido fielmente na relação interna de cada país entre os segmentos e nas relações entre países, nós caminharemos para um mundo de paz.
É o objetivo maior de todo o projeto, de todo o sonho dos direitos humanos, uma humanidade sem guerra, sem a violência que ainda nos deixa perplexos em acontecimentos tão cotidianos nesse nosso Brasil, que também é um Brasil de avanços na construção da igualdade, na geração de emprego. Nesse sentido eu termino lembrando que os cinco temas que escolhemos para os painéis, logo após o almoço, terão como regra a presença de um ministro da área apresentando as políticas em curso, presidentes de empresas, diretores, especialistas falando sobre quais políticas de igualdade de gênero estão em curso, quais de igualdade racial, quais de acessibilidade e de empregabilidade para as pessoas com deficiência, criança e adolescente.
Essa idéia de Brasil, não do futuro, mas do presente. Um país se mede pela política que ele tem em relação às suas crianças, aos seus adolescentes e jovens. E o combate ao trabalho escravo, que eu já me referi, é uma agenda menos extensa que as outras quatro, mas, igualmente fundamental e a importância da presença do diretor da OIT aqui hoje para este evento. Começa com outras políticas gerais, em que eu termino lembrando: para além do que as empresas realizam de defesa dos direitos humanos na área criança e adolescente, inclusão, ou saúde, ou educação, ou habitação, os direitos humanos de cada funcionário da empresa, a idéia de que o empreendedorismo da palavra empresa que Sean Peter divulgou tão bem, empreendedorismo com a idéia de divulgar, desbravar, fazer coisas que ninguém pensou antes, o empreendedorismo tem que ser levado a cada funcionário da empresa para ele se sentir parte da realização do produto, do serviço do bem que ele apresenta ao país. Em seguida, escolhemos cinco, criança adolescente, igualdade homem e mulher, igualdade racial, pessoas com deficiência, combate ao trabalho escravo porque não caberiam 14, 18. Nós teríamos o tema do direito do idoso, nós teríamos o tema do direito à diversidade sexual, o da saúde e tantos outros.
Em seguida, os dirigentes Ethos com muito mais autoridade e conhecimento que eu, abordarão o que não me compete abordar que é decorrente do conhecimento mais concreto da realidade empresarial do nosso país.
Muitíssimo obrigado! E o meu desejo de que tenhamos aqui hoje um encontro marcante, histórico, inédito e, sobretudo, que firme o compromisso de Governo Federal, governos estaduais, autoridades públicas dos três poderes, empresas brasileiras, empresas no Brasil nos dando as mãos, caminhar cada ano fortemente por um país melhor, mais justo, com mais liberdade, mais democracia e mais equilíbrio e justiça social. Muito obrigado!
***
“There´s little difference in people. The little difference is attitude. The big difference is whether it is positive or negative attitude.”
Fácil tradução ;)
Paz e bem,
Sandra Valeriote

segunda-feira, julho 07, 2008

Aprendendo a "se" dar Valor!!


Muitas mulheres acabam se tornando sem auto-estma e submissas com seus maridos. A atriz Lília Cabral, que vive uma esposa sofrida em A Favorita, dá conselhos sobre como superar este problema. ( matéria do Fantástico: 06/07/08.)

segunda-feira, junho 23, 2008

Quando você fez seu último auto-exame? O auto-exame é uma forma simples e rápida de você verificar como está a saúde da sua mama. Só leva alguns minutos e, por meio dele, é possível descobrir nódulos aparentes. Mesmo que não sejam sinais de câncer de mama, eles devem ser avaliados pelo seu médico.
Quanto mais cedo o câncer de mama é descoberto, maiores são as chances de cura.
Por isso, deixe de lado tabus, medos e a correria e reserve um tempo para o seu auto-exame. Mas lembre: só ele não é garantia de prevenção. O exame clínico anual é fundamental, e se você tem mais de 40 anos ou apresenta fator de risco, deve fazer anualmente uma mamografia.

Quando fazer o auto-exame
Todos os meses, uma semana após o início da menstruação.
Para mulheres que não menstruam, basta marcar uma data fixa mensal.
Ao encontrar qualquer modificação nos seios, procure imediatamente seu
ginecologista.
Em frente ao espelho, veja se seus seios estão inchados em locais isolados ou com alterações no formado ou na pele dos mamilos (bico). Depois, levante os braços e verifique se a pele está repuxada ou saliente.
Coloque uma mão atrás da cabeça. Com a outra, apalpe as mamas, as axilas e os músculos do peito em movimentos circulares. Pressione os mamilos para ver se há alguma secreção.
(informação: AVON)
*
*
Atenção:
O câncer de mama pode apresentar diversos sintomas:
*Aparecimento de
nódulo ou endurecimento da mama ou embaixo do braço;
*Mudança no tamanho ou no formato da mama;
*Alteração na coloração ou na sensibilidade da pele da mama ou da
auréola;
*Secreção contínua por um dos ductos;
*Retração da pele da mama ou do mamilo;
*Inchaço significativo ou distorção da pele e ou mucosas.
*
Quando você fez seu último auto-exame?
Se já fez...
E sua mãe ou irmã ou filha ou amiga, que seja? Será que não esqueceu?
Não custa perguntar:
Quando você fez seu último auto-exame?
Esteja atenta ;)
Grata pela companhia através dessa leitura!
Paz e bem
Sandra Valeriote

quinta-feira, junho 05, 2008

" NORMOSE "


Entrevista de um professor ( Hermógenes, 86 anos), sobre uma palavra inventada por ele que me pareceu muito procedente: ele disse que o ser humano está sofrendo de normose, a doença de ser normal. Todo mundo quer se encaixar num padrão. Só que o padrão propagado não é exatamente fácil de alcançar. O sujeito 'normal' é magro, alegre, belo, sociável, e bem-sucedido. Bebe socialmente, está de bem com a vida, não pode parecer de forma alguma que está passando por algum problema. Quem não se 'normaliza', quem não se encaixa nesses padrões, acaba adoecendo. A angústia de não ser o que os outros esperam de nós gera bulimias, depressões, síndromes do pânico e outras manifestações de não enquadramento. A pergunta a ser feita é: quem espera o quê de nós? Quem são esses ditadores de comportamento a quem estamos outorgando tanto poder sobre nossas vidas? Eles não existem. Nenhum João, Zé ou Ana bate à sua porta exigindo que você seja assim ou assado. Quem nos exige é uma coletividade abstrata que ganha 'presença' através de modelos de comportamento amplamente divulgados. Só que não existe lei que obrigue você a ser do mesmo jeito que todos, seja lá quem for todos. Melhor se preocupar em ser você mesmo. A normose não é brincadeira. Ela estimula a inveja, a auto-depreciação e a ânsia de querer o que não se precisa. Você precisa de quantos pares de sapato? Comparecer em quantas festas por mês? Pesar quantos quilos até o verão chegar? Freqüentar terapeuta para bater papo? Não é necessário fazer curso de nada para aprender a se desapegar de exigências fictícias. Um pouco de auto-estima basta. Pense nas pessoas que você mais admira: não são as que seguem todas as regras bovinamente, e sim, aquelas que desenvolveram personalidade própria e arcaram com os riscos de viver uma vida a seu modo. Criaram o seu 'normal' e jogaram fora a fórmula, não patentearam, não passaram adiante. O normal de cada um tem que ser original. Não adianta querer tomar para si as ilusões e desejos dos outros. É fraude. E uma vida fraudulenta faz sofrer demais. Eu simpatizo cada vez mais com aqueles que lutam para remover obstáculos mentais e emocionais, e a viver de forma mais íntegra, simples e sincera. Para mim são os verdadeiros normais, porque não conseguem colocar máscaras ou simular situações. Se parecem sofrer, é porque estão sofrendo. E se estão sorrindo, é porque a alma lhes é iluminada. Por isso divulgo o alerta: a normose está doutrinando erradamente muitos homens e mulheres que poderiam, se quisessem, ser bem mais autênticos e felizes..

Amigos (as) ...

Vamos sair do padrão de normalidade...
Devemos nos conscientizar de que somos individualidades. Deus não criou nenhum ser igual ao outro.Aproveitemos o que nos ensinam os Espíritos Superiores: o auto-conhecimento e a auto-avaliação para a reforma íntima é o melhor caminho para atingirmos a nossa tão sonhada liberdade e felicidade !!!Um Grande Abraço !!!


Monique Eccard






sábado, maio 31, 2008

O Câncer da Alma..

Caro(a) leitor(a)...Estava lendo sobre um texto, mas a parte que mais me chamou atenção foi essa aqui, espero que todos entendam:
A ansiedade é o câncer da alma.
Ou a tua fé vence tuas ansiedades;
.........ou a ansiedade mata a tua fé..

Bom para refletir. ;)
********************
Segundo a Organização Mundial de Saúde, o maior problema de saúde física e mental do mundo até o ano 2020 será a depressão, a qual Freud chamava de melancolia ou humor negro que hoje entendemos por depressão psicótica. Estudos mostram que grande parte das pessoas que sofrem desta maldita doença tiveram maus tratos físicos e psicológicos de suas mães. Quando crianças, ficamos sozinhos no escuro sob o risco de sermos “atacados”, desprotegidos. A luz nos alimenta e nos tranqüiliza pelos raios de sol, literalmente, e pelo brilho do rosto e do sorriso da mãe, que se iluminam ao se aproximar, trazendo conforto e segurança. O problema se dá quando a criança sente este terror e a mãe recusa ou não está por perto, ou responde com violência e descaso. Há muitos adultos que são formados, realizados profissionalmente, talvez com um futuro brilhante financeiramente, mas com algo corroendo suas almas, impedindo de serem felizes. Casam, formam família, tem filhos, mas algo perturba, incomoda... buscam refúgio construindo casas bonitas tentando alcançar qualidade de vida mas a felicidade parece fugir! Fingem ser o “máximo”, buscam amizades interessantes, se enchem de parafernálias tecnológicas, mas o que lhes persegue está grudado na alma, tornando a vida um fardo. A depressão faz perder o apetite sexual, o sono torna-se incerto, o futuro parece sombrio, ou impossível, não há prazer na vida, e fazer coisas simples como ler um jornal ou ver um programa na TV, ou hábitos simples, como escovar os dentes ou banhar-se torna-se um problema... e a maior vontade é de morrer, desaparecer. Muitos não agüentando a pressão da infelicidade por terem sido rejeitados pelas mães, estudam e trabalham sem parar para relaxar, buscam freneticamente ocupar suas mentes para fugir da infelicidade crônica! Muitas mães não sabem, mas com suas atitudes de arrogância e descaso, ou falso puritanismo, imposto na educação infantil, produzem trevas permanentes nas mentes de seus filhos que os perseguirão até a morte. Nada é mais proveitoso para um ser humano do que a boa auto-estima, fruto de uma relação íntima e afetuosa com os pais! Sem esta estima a pessoa se torna susceptível às dificuldades e aos traumas que a vida apresenta, ou seja, de nada adianta uma mãe ou um pai se vangloriar de formar filhos, se não lhes deu o principal: estima, e confiança em Deus. De todos os homens de Deus, citados nos escritos sagrados o que mais sofreu com a depressão, sem dúvida, foi Davi. Percebe-se isto em seus salmos. Um exemplo são alguns trechos do Salmo 77, Clamei ao Senhor com a minha voz e ele inclinou para mim os ouvidos, no dia da minha angústia busquei ao senhor, a minha mão se estendeu de noite e não cessava, a minha alma recusava ser consolada, sustentaste os meus olhos vigilantes, estou tão perturbado que não posso falar.Outro dia as incertezas da vida e a falta de fé me abalaram. Recorri a oração, e achei uma cartinha que alguém havia perdido que dizia assim. Os obstáculos aparecem em nossas vidas para que possamos ultrapassá-los, às vezes esses obstáculos são extremamente dolorosos, mas Deus tem um propósito para tudo isso, afinal de contas Deus não escolhe só os capacitados, mas capacita os escolhidos! Você com certeza é um desses escolhidos, portanto não desperdice suas chances! Com tudo isto vejo que mesmo o mundo desabado sobre nossa cabeça, somente em Deus buscamos o verdadeiro consolo e amor que ninguém no mundo pode nos dar, por mais que nos façam mal, por mais que nos sintamos só, por mais que nos desprezem, nunca deixaremos de buscar novamente os maravilhosos braços de Jesus, o único lugar confiável em que a depressão não pode jamais se aproximar.


**Ronaldo Kroeff Daghlawi - Cartunista

sexta-feira, maio 30, 2008

YouTube - Ponto G

YouTube - Ponto G

Ponto G existe? Será? Onde ele fica? Você já achou o seu? Quanto tempo levou para encontrá-lo? Como o encontrou? E quem garante que o encontrou? Como ele é exatamente? Há quem diga que o tal Ponto G fica num labirinto, bem lá dentro da vagina. Você acredita nisso? Ou será que tudo não passa de mais uma invenção para que as mulheres pensem que foi descoberto um dos maiores segredos do tão procurado orgasmo feminino?Ponto G é uma questão polêmica entre os estudiosos de sexualidade. Uma parcela dos sexólogos acredita na existência dele e até indica o mapa da mina. Porém, a maioria dos terapeutas e educadores sexuais (e eu me encaixo nesse grupo), afirma que Ponto G não existe. Ou melhor, ele pode existir sim, mas não na vagina – e sim na cabeça!Explico melhor: não há relatos científicos que comprovem a existência de tal ponto no corpo feminino. Quanto à cabeça ser a chave de tudo, isso se deve ao fato de que o segredo para a mulher sentir prazer e ter orgasmo se relaciona a questões emocionais. É daí que vem a teoria de que o Ponto G, se existisse, estaria na cabeça e não em um labirinto dentro da vagina.O prazer feminino é maior quando a mulher está relaxada, tranqüila, despreocupada, consciente de suas áreas de prazer (ou seja, quando ela sabe onde e como gosta de ser tocada). Estresse, ansiedade, cobranças internas (pensamentos do tipo: "Tenho de conseguir sentir prazer") e preocupações (como "Será que ele está gostando de mim?", "Será que ele está me achando gorda?", "Será que isso... será que aquilo...") são fatais à excitação e, em conseqüência, ao orgasmo.É uma bobagem ficar se preocupando em achar esse tal Ponto G. E se chatear porque nunca o encontrou. O melhor é se concentrar em outras coisas mais importantes, como perceber mais a fundo o seu corpo (e o do parceiro também). Você já experimentou tatear, de forma erótica, toda a região genital? E outras partes do corpo, como barriga, pernas, bumbum, coxas, mamilos etc? Esse é um excelente exercício de descoberta de zonas erógenas, algo que com certeza abrirá caminho para mais prazer e mais orgasmos.
*******TEXTO : Laura Müller

segunda-feira, maio 19, 2008

TESTE DE VELOCIDADE
Teste de velocidade para, sua, conexão:
Caro leitor, como para minha pessoa o entendimento sobre internet é restrito, caminha de forma lenta (...) e como sei que existem os que estão no mesmo barco (de dificuldade), então, mais uma vez, fica um link (para compartilhar) que me passaram hoje.
No caso, esse, para verificar a velocidade da minha internet.
Só clicar – no link - que você estará vendo a velocidade da sua, internet, e sabendo que o valor que você está pagando está de acordo com o serviço que lhe foi oferecido.
Paz e bem,
Sandra Valeriote

sábado, maio 17, 2008

Por que?Estimada pessoa, em se tratando da parte educacional a vida vem me ensinando a amar determinadas disciplinas que não amei quando estudava. Entre tais a História; dentro da História o que envolve a CULTURA (belamente diferenciada).
No Brasil temos várias regiões predominando características diferentes - cariocas, paulistas, gaúchos, mineiros, baianos, etc – fazendo com que tal diferencial nos ofereça beleza – A CULTURA de cada cantinho.
Segue assim os povos – brasileiro, português, espanhol, mexicano (nesse lembrei do Cabanha :´(), americano, argentino, italiano, francês, alemão, etc – com suas, também, características diferentes que de tal modo oferece da mesma forma a beleza relacionada a CULTURA.
Quando li essa informação que deixo logo abaixo (já definida) confesso ter ficado entristecida com a decisão. Mas tendo em vista vários catedráticos (tanto brasileiros quanto portugueses) terem sido contra tal atitude, não é difícil entender.
Da minha parte defino tal decisão como:
*Mais uma vez dinheiro público sendo jogado fora – isso pela substituição (desnecessária) que ocorrerá com o material didático.
*Mais uma vez professores tendo que se re-educar (desnecessariamente) para ensinar novas regras. No entanto bem se sabe o quanto se está precisando aprimorar o ensino educacional já existente.
*Futuras gerações perdendo oportunidade de conhecer tal diferencial existente até então (que nunca fez mal algum existir/algo para lá de assimilado) entre nós.
*E finalizando: afinal de contas, se CONSEGUEM MUDAR tantas situações, criar tantas novas leis, a questão é:
POR QUE NÃO UNEM E MUDAM DE VEZ A MISÉRIA/FOME PELO MUNDO?
Vai ver que esse estudo - de acabar com a miséria/fome pelo mundo - já existe há anos, também, e deve estar próximo a decisão. Né?

***

Agora mais um presentinho aos mestres (durmam com essa, queridos mestres, dentro da cabecinha de vocês. Mais uma para se adequar! :-(...)
16/05/2008 - 15h36
Parlamento português aprova acordo ortográfico

Da Redação
O que você acha do acordo para unificação da língua portuguesa? Comente
Portugueses reagem contra aprovação e criticam Brasil
Passados 16 anos desde a assinatura, Portugal aprovou, nesta sexta-feira (16), o acordo ortográfico, que unifica a forma como é escrito o português nos países lusófonos.
Apesar de polêmico, o texto foi aprovado por deputados de todos os quadrantes políticos -- desde o CDS à direita, até o Bloco de Esquerda -- com três votos contra e muitos deputados abandonando o plenário durante a votação.
As mudanças na forma de escrever o idioma em Portugal vão valer dentro de seis anos, enquanto no Brasil os livros escolares deverão ser mudados até 2010.
Questionado sobre o acordo, o escritor José Saramago, prêmio Nobel de literatura, optou por não entrar em polêmica: "Vou continuar escrevendo do mesmo jeito. Isso agora vai ser com os revisores".
Vitória brasileira?

Houve grande polêmica em Portugal. A iniciativa contrária à reforma com maior impacto no país foi uma petição na internet, que tentava convencer parlamentares a votar contra o acordo.
O documento, que criticava a proposta por entender que este significava que Portugal cedia aos interesses brasileiros, teve mais de 35 mil assinaturas desde o início do mês, grande parte delas de intelectuais.
"A língua portuguesa é o maior patrimônio que Portugal tem no mundo", afirmou o deputado Mota Soares, do partido CDS. Ironicamente, dois deputados que encabeçaram a petição - Zita Seabra e Vasco Graça Moura - não estavam no plenário na hora da votação.
Zita Seabra disse que, como é proprietária de uma editora, havia conflito de interesses para votar o texto.
Alterações

Os estudos lingüísticos que basearam o acordo indicam que os portugueses terão mais modificações do que os brasileiros.
O dicionário português terá de trocar 1,42% das palavras, enquanto no Brasil apenas 0,43% sofrerão mudanças.
Para os portugueses, caem as letras não pronunciadas, como o "c" em acto, direcção e selecção, e o "p" em excepto. A nova norma acaba com o acento no "a" que diferencia o pretérito perfeito do presente (em Portugal, escreve-se passámos, no passado, e passamos, no presente).
Algumas diferenças vão continuar. Em Portugal, polémica e génesis manterão o acento agudo - o Brasil continuará escrevendo com o circunflexo.
Os portugueses manterão o "c" em facto - fato em Portugal é roupa - e vão tirar o "p" que no país não é pronunciado na palavra recepção.
Atraso

Aprovar as mudanças foi um longo processo. O conteúdo do acordo já tinha sido aprovado há 16 anos, mas não podia entrar em vigor sem que os Parlamentos ratificassem o protocolo modificativo.
O protocolo previa que o acordo entrasse em vigor quando três países aprovassem o acordo - e não todos os que falam o português, como estava no texto original. No ano passado, São Tomé e Príncipe foi o terceiro a aprovar o acordo, dando validade ao documento.
Para o governo português, a aprovação do acordo é o primeiro passo para existência de uma política internacional da língua portuguesa, que será anunciada quando Portugal assumir a presidência rotativa da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), em julho deste ano.
"É necessário agora desenvolver uma política de internacionalização, consolidação e aprofundamento da língua portuguesa, e o acordo ortográfico é um instrumento para isso", afirmou o ministro da Cultura, Antônio Pinto Ribeiro.
Jair Rattner
Leia mais

Histórico das mudanças do português
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Impasse em acordo ortográfico ficou caricato, diz Saramago
Como funciona a reforma ortográfica do português
Reforma ortográfica não deve sair em 2008, diz ministro
Reforma ortográfica pode ter diferentes velocidades, afirma CPLP
Falta só 'decisão política' para acordo ortográfico no Brasil

Fonte: uol

Imagens: internet
*

"...O que será, que será?

Que andam suspirando pelas alcovas

Que andam sussurrando em versos e trovas

Que andam combinando no breu das tocas...

O que será, que será?

Que todos os avisos não vão evitar

Por que todos os risos vão desafiar...

O que não tem governo nem nunca terá

O que não tem vergonha nem nunca terá

O que não tem juízo..." (Chico Buarque)

E 'seres humanos' continuam morrendo de fome por aí...

E a preocupação é em arrumar o que... precisa arrumar?

E as crianças perguntam: Por que?

Por que?

O que será?

Por que?

Eis parte da vida!
Paz e bem,
Sandra Valeriote

domingo, maio 11, 2008

Caro leitor, se você está de passagem pelo blog já logo no início dessa semana, então te convido a ter um momentinho, que seja da sua escolha definir como. ;)
Pois bem, pela primeira vez passo um final de semana com possibilidade para acesso a esse meio de comunicação - internet - dentro da minha casa. Isso por questão de uma querida amiga ter deixado o computador portátil dela comigo. Da minha parte desde quando tivemos a possibilidade para o acesso a internet em nossa cidade minha decisão foi radical: internet só na gráfica e ponto final. Mas eis que ao estar tendo esse acesso à internet nesse final de semana e estar aqui, agora, criando essa publicação bem tranqüilinha, dentro da minha casa, chego à conclusão que: realmente, para a minha pessoa, minha decisão, radical, foi maravilhosa. Eis o fato: não faço idéia de quantos pedaços de bolo de chocolate já comi sentada na frente desse computador portátil. Com o friozinho que está fazendo então, o que já bebi de leite com café; também não faço idéia (detalhe: o leite que vem para minha casa é o que sai direto da vaca – imagine então a quantidade de gordura). Definitivamente: internet em casa to fora de ter.
Bem, mas já que estou tendo nesse momento (internet em casa), e em se tratando da parte lazer, virtual, meu gosto é mais por blog, que fique então duas mensagens para caso seja da sua livre vontade ficar por aqui um pouquinho lendo.
Primeira mensagem:
Então, caro leitor, para não deixar questões para trás ou mesmo ter deixado a impressão de ter fugido "de algo" deixo então alguma coisinha para satisfazer determinada curiosidade (:D).
A maior torcida de futebol do mundo é para o time do flamengo. Como fazendo parte dessa torcida imensa, não consegui como percebi em alguns conhecidos, flamenguistas, perder meu excelente astral do início da semana passada: continuei na alegria da VITÓRIA NO CAMPEONATO ESTADUAL. Como disse o botafoguense Murilo Valeriote: “você é a única flamenguista que ainda está sorrindo.” Bem, não vou entrar em muitos detalhes para não me estender muito nessa escrita. Mas fazendo uma análise da situação, tendo em vista que se a pessoa não for torcedor do flamengo é absolutamente contra, e tendo em vista uma alegria enorme provinda do Cabanha; é para pensar se esse Cabanha talvez não seja um ser de luz que o time do FLAMENGO ofereceu a oportunidade para o planeta conhecer. Talvez um alguém para colaborar aí nessa situação de pedido para paz mundial: já que ele proporcionou tamanha alegria...
Mas enfim, nessa parte finalizo só esperando que a quantidade de bolo de chocolate + leite com café ingerido por mim - com esse negócio de passar final de semana com internet em casa - não tenha me deixado por 'ca banha'.
*Imagem abaixo, que (sendo flamenguista) encontrei no computador portátil que ficou comigo da minha amiga (que é tricolor). Essa imagem comprova, de certa forma, a realidade de que existe apenas duas torcidas. Fácil entender a questão: entre essa turma tem: vascaíno, botafoguense (vestida com camisa do tricolor) e tricolores: unidos :O

***

Segunda mensagem:

Então, caro leitor, se você aprecia agregar conhecimentos, achei interessante o conteúdo dessa entrevista e deixo aqui para compartilhar.

"Em Israel a política escorre pelo seu quarto", diz o cineasta Amos Gitai.

Israel Punzano

Em Barcelona

O cineasta israelense Amos Gitai (nascido em Haifa em 1950), ao qual o Museu de Arte Contemporânea de Barcelona (Macba) dedica um ciclo, é um sobrevivente. Em seu caso não se trata de uma metáfora: ele mesmo participou da guerra de Yom Kipur. Seus filmes -"Zona Livre" (2005), "Terra Prometida" (2004) ou "Éden" (2001)- reivindicam a utopia e mostram a realidade da região-estopim que o viu nascer.

El País - O cinema como entretenimento o aborrece?

Amos Gitai - Todas as disciplinas da arte entretêm, mas é necessário algo mais. Não podemos ser só consumidores, mas devemos nos transformar em espectadores-intérpretes, como acontece quando nos colocamos diante de um quadro de Velázquez.

O cineasta Amos Gitai participa de sessão de fotos durante o Festival de Veneza de 2004
EP - Seus filmes têm uma grande carga biográfica. Não é de estranhar, porque está vivo por milagre...

Gitai - Isso de sobrevivente é verdade. Quando jovem, em 1973, participei da guerra de Yom Kipur. Em meu aniversário, num dia ensolarado de outubro, estava sobrevoando com um helicóptero a frente líbia em busca de feridos para transportá-los para o hospital. O helicóptero foi derrubado por um míssil. O co-piloto estava a menos de um metro de mim e morreu decapitado. Éramos sete tripulantes. A maioria ficou ferida e morreu depois. Eu consegui sobreviver. As forças aéreas israelenses telefonaram para minha mãe e lhe disseram com secura que seu filho era uma exceção à estatística: ninguém sobrevive a uma coisa assim. Como não sou místico, aquela afirmação me perturbou.

EP - Sente-se à vontade quando rotulam seus filmes como "cinema político"?

Gitai - Quando se vive em um país como Israel, mesmo que pretenda ignorá-la, a política escorre por baixo da porta do seu quarto. O arrasta, seja qual for seu estado. É a tragédia da região em que vivo. Quando o conflito diminui e as pessoas começam a sarar e a estabelecer novas relações sociais, ressurge a selvageria que as atrai para o redemoinho.

EP - Seu cinema é a outra face do que contam as notícias?

Gitai - Não aceito os discursos politicamente corretos. Vivemos em uma situação de conflito altamente intoxicado pelas imagens dos telejornais. Todos juntos, tanto israelenses como palestinos, aceitamos ser colaboracionistas com a intoxicação que se faz de nossa imagem. Caímos em uma armadilha e damos carniça para alimentar os telejornais universais da noite, que nos consideram uma novela digna de ser vista de vez em quando. Cada um de nós utiliza suas feridas para obter vantagens políticas, sem entender que somos todos perdedores.

EP - Não resta sequer a esperança?

Gitai - Ao refletir sobre isso, penso em minha mãe, que nasceu em Israel quando ainda era simplesmente palestina. Tinha raízes dos judeus da Rússia. Casou-se com meu futuro pai nos anos 1930 e passaram a lua-de-mel no Líbano. Quando eu era pequeno, as fronteiras já estavam fechadas e cruzá-las me parecia algo extremamente perigoso. Mas em cima da mesa na qual almoçávamos minha mãe sempre punha umas estranhas passagens de trem com o trajeto Haifa-Beirute, os da sua lua-de-mel. Parecia-me muito preocupante que algum dia tivesse havido essa possibilidade de viajar em paz. Com esse gesto, minha mãe queria nos dizer que se aquele trem havia existido no passado poderia voltar a existir. Em Israel não devemos perder a esperança.

EP - Como decide se uma história deve ser um filme de ficção ou um documentário?

Gitai - Por razões éticas. Quando rodei "Terra Prometida", fiz um acompanhamento do tráfico de mulheres do Leste Europeu para o Oriente Médio para exercer a prostituição. Quando se trata de explorar essas mulheres, não há problemas. Os mafiosos israelenses e palestinos se unem pelo bem do negócio. Nesse caso não quis utilizá-las para fazer um exorcismo de seu sofrimento e optei pela ficção. O documentário exige mais pudor que um filme de ficção, porque as pessoas que aparecem nele seguirão suas vidas quando o filme terminar.
(fonte uol)
***
Grata pela visita!
Paz e bem para a semana ;),
Sandra Valeriote

sexta-feira, maio 02, 2008

GRATIDÃO
ponto de vista: Sandra Valeriote
Essa semana um fato envolvendo um profissional, de sucesso, do setor desportivo chamou minha atenção para algumas situações da 'vida cotidiana'. Entre tais situações uma me fez lembrar de uma palavrinha, muito lindinha, que aos pouquinhos está se apagando: GRATIDÃO.
Acabei fazendo busca dessa palavra no dicionário, mas, confesso, preocupada de a terem eliminado. Eis que (ufa!!!) lá estava ela com todas as suas letrinhas e significado no meio das outras:
GRATIDÃO = s.f.1. Qualidade de quem é grato. 2. Agradecimento, reconhecimento.
Como o que me levou a pensar nessa palavrinha foi alguém ligado ao esporte, acabei por pensar naqueles – do setor desportivo - que da minha parte tem gratidão.
E eis:
Ayrton Senna (fórmula 1) – Ontem (01/05) fez 14 anos de ausência do meio de nós.
Aprendi a gostar de corrida da fórmula 1 por causa do “jeito de ser do Senna”.
Quando aquele profissional estava participando de corridas, independente de vitória ou não, meu emocional se maravilhava. Mas no caso das vitórias, quando o mesmo ultrapassava a linha de chegada e para fora da janelinha mostrava a Bandeira do Brasil, era uma visão espetacular (só de estar aqui escrevendo meu corpo arrepia todo, ao me lembrar, como arrepiava).
Então eis que no dia 01 de maio de 1994, no momento exato da batida, estava na minha cozinha quando o Murilo chega, pálido, me avisando que havia acontecido um acidente com o Senna, e que o jeito como o corpo dele estava ao tirarem do carro algo ‘muito sério’ havia acontecido. Nisso corri para à frente da TV, e aí começaram as reprises e mais reprises do momento do acidente.
E aí? E aí que as expectativas de que ele saísse daquela situação com vida anularam-se, mais tarde, com a notícia da morte. Chorei muito, muito, muito.
Agora, chorei por quem? Ayrton Senna não era da minha família, não era um amigo, não havia nenhum tipo de vínculo pessoal. Terá sido um choro, então, simplesmente por alguém que nasceu com um dom especial e soube maravilhosamente desenvolve-lo? Pode até ter sido, também. Mas o forte mesmo da minha parte, em se tratando das lágrimas, foi pela gratidão. Gratidão por muitos momentos de grande emoção que ele - ‘com o jeito de ser dele’ - soube fazer acontecer.


*
Bernardo Resende (Bernardinho – vôlei) – A primeira impressão é a que fica! Se essa frase fosse levada ao pé da letra com certeza o Bernardinho seria visto por mim sempre como um ser muito arrogante. O que, aliás, não faria diferença alguma para a pessoa dele.
A primeira vez que vi esse profissional atuando como técnico/treinador, aos berros, com jogadores que estavam jogando maravilhosamente bem, pensei: “esse homem deve ser muito frustrado com a vida”.
Depois fui acompanhando ‘um jeito de ser’ que fazia uma equipe brilhar. E creio que não deve ser nada fácil ‘suportar’ aquele jeito dele como treinador.
Mas reconheço ter sido exatamente aquele jeito dele que fez - no caso - o meu emocional disparar. E acabou me fazendo torcer muito para a equipe de vôlei - sob as orientações do mesmo - vencer: vencer não apenas o jogo, mas, também, qualquer dúvida que tivessem de que a boa disciplina não fosse legal.
Então Bernardinho é um profissional ao qual também tenho gratidão ao que ele trouxe e traz de determinados ensinamentos para minha vida.
É fácil identificar através dele o que de maravilhoso traz o sacríficio.
*
Luiz Felipe Scolari (Felipão – futebol) – Preciso acreditar em sentimentos, também, no setor profissional (razão x emoção) e Felipão me faz acreditar através ‘do jeito dele, de ser e agir’.
A possibilidade de fazer dá certo o profissionalismo através de uma mistura de sentimentos maravilhosos, me encanta.
Felipão tem a parte técnica na mente, o que poderia ser a única usada e daria certo, mas ele coloca o coração também.
Ele em campo me faz lembrar família.
Sinto gratidão pela existência de um profissional assim, que mistura vários lados: bravo, positivo, guerreiro, protetor, e outros sentimentos que eleva o ser.
Ele é alguém que encanta e desencanta e não perde o glamour!
No caso desse profissional, em questão, a carreira dele começou "bem cedo", como de vários outros começam. E daí? Pouca idade não significa justificativa para irresponsabilidade.
Bem, assim sendo, através dele, fica fácil identificar que o caráter construído dentro do que é correto encontra o resultado positivo.
*****
Gratidão:
Palavrinha pequena, com definição pequena e, no entanto, de enorme valor humano. O estranho é perceber esse enorme valor humano, aos poucos, sendo eliminado - do coração humano: com consentimento próprio.
Futuras gerações encontrarão essa palavrinha em seus dicionários? Ou será palavrinha a ser pesquisada como algo que existiu no passado?
Lá no ano de 2035 em algum lugar, em alguma escola, é feito a pergunta para alunos através de algum trabalho, valendo ponto:
O que significou a palavra gratidão usada pelos nossos, recentes, antepassados: os ‘seres humanos’?
*
Acredito que definição para GRATIDÃO deveria ganhar outros significados como:
GRATIDÃO = 3. Sentimento bonito que eleva o homem. 4. Sentimento que dispensa reciprocidade.
Encontrei esse texto, que segue, na internet.
Deixo aqui, também, para expandir a possibilidade de busca futura. Que queira a vontade do homem moderno, não seja preciso.
Grata pela sua presença ;)
Paz e bem,
Sandra Valeriote
*****
Gratidão
Quem sabe estejamos perdendo o sentido desta palavra também pelo desuso. Somos ensinados, por educação, a dizer obrigado, por favor, desculpe... Descobrimos que a educação nos ajuda concretamente a viver, afinal educa-se para a vida!Penso, contudo, que seria oportuno um passo: treinar-nos para a gratidão. Ser agradecido, demonstrar gratidão, a meu ver é atingir um elevado grau de maturidade. Gratidão é reconhecimento de que fui ajudado, fui acolhido, amado, fui feito melhor, com o auxílio recebido pude chegar onde estou... Neste sentido a gratidão é o sentimento da liberdade: posso reconhecer o que fizeram por mim, posso assumir como meu o que recebi e, portanto, posso oferecer de mim. Gratidão é oblação de amor, vale ser demonstrada a quem ajudou-me, mas não se esgota neste círculo. A pessoa grata como que transborda a todos que o cercam essa amabilidade. Para explicar-me melhor: sou grato a meus pais e demonstro isso a eles, ajudando-os, amando-os até os últimos momentos. Quanto não os tenho mais por perto posso continuar sendo grato tornando-me bom pai, bom marido, bom vizinho, bom amigo, bom companheiro... A pessoa verdadeiramente agradecida é doce, transmite paz, serenidade, tranquilidade. A gratidão nasce da constante memória dos benefícios, é o oposto da amargura que cerca os ingratos. Os ingratos sempre estão dispostos a cobrar, exigir, lembrar os defeitos, as falhas, as "injustiças"... São Paulo nos exorta: "E sede agradecidos" (Cl 3,15). É bom e faz bem ser grato.
Grato pela sua companhia através desta leitura!
Deus nos abençoe,
Pe Ricardo.