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quarta-feira, abril 30, 2008

Assunto: Agricultura
ponto de vista: Sandra Valeriote
O ‘conhecimento’ desfavorece – muito - duas classes existentes:
os ignorantes e os que se consideram espertos (num mal sentido).
Por mais que determinados conhecimentos cheguem atrasados, acabam chegando de uma forma ou outra.
Alguns anos passados quando visitava lavouras de tomates, adorava pegar o tomate do pé, parti-lo ao meio, colocar uma pitadinha de sal e me deliciar com a fruta (apenas uma aguinha bastava/no fator limpeza).
Como continuar ter a mesma atitude já tendo conhecimento do percentual enorme de agrotóxico no tomate?
O CONHECIMENTO CHEGA!
Pois é, a humanidade não está mais vivendo uma época que para ser ter alguma notícia era preciso esperar ‘o carteiro’ chegar com a ‘cartinha’ (a notícia agora chega com muita velocidade).
Pois é, independe se a cidade em que se vive é desse ou daquele tamanho, possui patrimônios esplendorosos ou não (a notícia que chega para um, também, chega do mesmo jeito para outro).
Pois é, se a leitura não é algo satisfatório ou, mesmo, fácil para o dia-a-dia, á mídia falada se preocupa com essa ausência e facilita, informando - através de programas por rádio e televisão.
Enfim, de uma forma ou outra o conhecimento, provindo de toda parte, está sendo incutido no cidadão, rapidamente. A não ser, óbvio, os viventes na miséria :(.
E assim chega o conhecimento do que significa, causa e blá, blá, blá, o 'AGROTÓXICO NO TOMATE’.
Por ter me envolvido, um pouquinho, nesse setor - plantio do tomate - sei sobre a necessidade que o mesmo possui para se desenvolver. Ocorre que meios para aprimorar os plantios existem, e, assim, prevalecerá quem buscar ;).
O mercado, mesmo lento, elimina o profissional – 'mesmo agricultores' - que não se permite evoluir de acordo com as necessidades humanas. Mas por certo esse CONHECIMENTO já deve estar incutido ;)
E O ARROZ?
Com o auxílio/financeiro que o governo oferece, causando certo distanciamento - de uma maioria /não na miséria - do ‘sacrifício de trabalhar’ , provavelmente esse auxílio deva ter o mesmo reajuste do aumento dos alimentos. Boa sorte!
No mais, como é muito dito: Plantar arroz? Pra que? É só ir aos pontos de venda e comprar... é tão baratinho.
Será na dor que se reconhecerá o valor?
Grata pelo tempo que será dedicado a esse assunto, AGRICULTURA, através do blog (no caso com a seqüência da leitura irá encontrar que o tomate 'pode ser ingerido' :D):
Citação: “Com 20 anos um homem tem enorme poder de combate e esperança. Quer reformar o mundo. Ao chegar nos 70, ainda quer reformá-lo. Mas sabe que não pode.”
(Clarence Darrow)
Paz e Bem,
Sandra Valeriote
ASSUNTO:AGRICULTURA
ASSUNTO: AGRICULTURA Evite o agrotóxico
Você sabia que, em cada 10 tomates, 4 estão contaminados com agrotóxicos? E olha que é uma concentração acima do que a legislação permite. Esta é a conclusão de um teste feito em todo o Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
“Não é só o tomate: morango e alface também apresentaram altos índices de contaminação. Então, muitos cuidados devem ser tomados antes de você comer”, alerta o Doutor Bactéria.
“Os resultados, que vinham melhorando nos últimos anos, apresentaram uma piora considerável em 2007. E o que mais nos surpreendeu foi que detectamos, no tomate, um ingrediente ativo que é banido do Brasil, que não pode ser utilizado”, denunciou Ricardo Velloso, gerente de avaliação de risco da Anvisa.
O agrotóxico encontrado no tomate tem um nome complicado: monocrotofós. Está proibido no país desde novembro de 2006. Substâncias como essa, com fósforo na composição, já foram usadas como armas químicas em guerras. Hoje, matam insetos na lavoura. Mas, em altas concentrações, são muito perigosas também para os seres humanos.
“São compostos que causam danos neurológicos ao organismo humano, se a exposição for alta”, diz Heloísa Caldas, professora de toxicologia da Universidade de Brasília (UnB). “Pode causar câncer”, acrescenta Velloso.
Os inseticidas pulverizados sobre a plantação geralmente se depositam na superfície de frutas, legumes e hortaliças. “Não vou poder comer uma saladinha, então, hoje?”, pergunta a artista plástica Elcy Mathiesen. “Não precisa fazer essa carinha triste”, diz o Doutor Bactéria.
Saiba, agora, como descontaminar os alimentos. Primeiro passo: resfriá-los para evitar o fenômeno conhecido como “up take”. “O ‘up take’ é uma capacidade que as frutas e as hortaliças têm, que, se você mergulhá-las na água, na mesma temperatura, ela absorve água e os agrotóxicos, que poderiam estar na superfície, vão parar dentro dos vegetais”, explica o Doutor Bactéria.
Você vai precisar de paciência: os alimentos devem ficar na geladeira por duas horas. Depois, lave-os em água corrente. “Eu lavo bem com uma buchinha e com detergente”, diz uma senhora.
Tem gente que usa vinagre, limão e até bicarbonato de sódio. Nada disso funciona. “O bicarbonato é lenda. O vinagre não funciona. Água sanitária, sim”, explica o Dr. Bactéria. Dilua uma colher de sopa de água sanitária em um litro de água. Mergulhe os vegetais na mistura por cinco minutos. Enxágüe bem e pronto. “Não tem gosto de água sanitária, nenhum”, diz a artista plástica Elcy Mathiesen.
Ainda está desconfiado? Você pode optar pelos produtos orgânicos, que não levam agrotóxicos no cultivo. Só que eles são mais caros: o tomate orgânico, por exemplo, custa R$ 4,50 o quilo, enquanto que o convencional sai por R$ 3,80.
Se você ficou preocupado, calma: os resultados do teste da Anvisa não devem alarmar a população. “Os níveis detectados estão muito abaixo do nível mínimo que possa provocar dano à nossa saúde”, afirma o toxicologista Anthony Wong.
Mas uma boa limpeza é segurança na sua refeição. Então: xô, agrotóxico!

Encontre essa reportagem em:
http://fantastico.globo.com/Jornalismo/Fantastico/0,,AA1679424-4438,00.html
ASSUNTO: AGRICULTURA
Informação: 23/04/2208
Tomate, alface e morango são os produtos mais contaminados por agrotóxicos
Uma análise realizada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) em parceria com as secretarias estaduais de saúde indica que o tomate, o morango e a alface são os alimentos com maior índice de resíduos de agrotóxicos.
De nove produtos avaliados (alface, batata, morango, tomate, maça, banana, mamão, cenoura e laranja), o índice de amostras colhidas em 2007 e consideradas insatisfatórias ficou em 17,28%.
Os dois problemas detectados na análise das amostras foram teores de resíduos acima do permitido e o uso de agrotóxicos não autorizados para essas culturas.

RESULTADO DA ANÁLISE
Fonte: Anvisa
CULTURA = TOTAL DE AMOSTRAS / AMOSTRAS INSATISFATÓRIAS
Alface = 135 / 40,0%
Batata = 147 / 1,3%
Morango = 94 / 43,6%
Tomate = 123 / 44,7%
Maçã = 138 / 2,9%
Banana = 139 / 4,3%
Mamão = 122 / 17,2%
Cenoura = 151 / 9,9%
Laranja = 149 / 6,0%
TOTAL = 1198 / 17,2%
Os dados são do Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (Para), coordenado pela Anvisa. As amostras foram recolhidas em pontos de venda pelas vigilâncias sanitárias de estados e municípios.

Tomate
O caso que mais chamou a atenção foi o do tomate. Das 123 amostras analisadas, 55 apresentaram resultados insatisfatórios, o equivalente a 44,72%. Nessa cultura, os técnicos encontraram a substância monocrotofós, ingrediente ativo que teve o uso proibido em novembro de 2006, em razão de sua alta toxicidade.
Também foi detectada a presença de metamidofós no tomate de mesa, ainda que em teores que não ultrapassaram os limites aceitáveis para a alimentação. Esse agrotóxico é autorizado apenas para a cultura de tomate industrial (plantio rasteiro), que permite aplicação por via área, trator ou pivô central, evitando assim a possibilidade de intoxicação do trabalhador rural.
O metamidofós também foi encontrado no morango e na alface, culturas para as quais não é permitido o uso deste agrotóxico.
A batata, que em 2002, primeiro ano de monitoramento do Programa, apresentava índice de 22,2% de uso indevido de agrotóxicos, teve o nível reduzido para 1,36%. A maçã, que chegou a apresentar índice de 5,33% neste período, fechou 2007 com incidência de 2,9%.
"O aumento nos resíduos de agrotóxicos encontrados em tomate, alface e morango em 2007 pode ser correlacionável com o súbito acréscimo observado na importação de agrotóxicos por países da América do Sul, incluindo o Brasil", segundo o documento.
Na avaliação do pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Nozomu Makshima, o aumento da contaminação do tomate, que cresceu 42% em relação a 2006, se deve ao "uso pouco criterioso" dos agrotóxicos pelos produtores. "Eles aplicam [agrotóxicos] sem muito critério. Os resíduos permanecem por causa da freqüência com que o produtor aplica, ele não obedece o período de carência", aponta.
De acordo com Makshima, o alto índice de amostras de alface com resíduos de agrotóxicos merece atenção redobrada por se tratar de uma cultura "muito sensível" ao uso de defensivos, além do alimento ser consumido sem preparo, cru. "Normalmente o que a gente nota no caso de folhosas é contaminação por microorganismos, não por resíduos químicos", pondera o pesquisador da Embrapa Hortaliças.
Encaminhamento
A Anvisa irá encaminhar todos os resultados ao Ministério da Agricultura (Mapa), órgão responsável pela fiscalização das lavouras e ao qual cabe desencadear ações dirigidas aos produtores.
O uso da substância monocrotofós, que está proibida, foi denunciado à Polícia Federal e ao Ministério da Agricultura, para que procedam à investigação.
A Anvisa também informou que será formado um grupo de trabalho (GT) para elaboração de material educativo direcionado a produtores, distribuidores, profissionais de extensão rural e consumidores. O grupo contará com representantes do Mapa, da Associação Brasileira de Supermercados e do Ministério da Saúde.
O Para passará a acompanhar oito novas culturas a partir deste ano. Os produtos selecionados são: abacaxi, arroz, cebola, feijão, manga, pimentão, repolho e uva.
*Com informações da Agência Brasil
Estudo aponta que de cada dez pés de alface à venda em feiras e supermercados, quatro estão contaminados por resíduos de agrotóxicos. E cerca de 40% do tomate e do morango consumidos pelos brasileiros contêm vestígios irregulares de defensivos.
ASSUNTO: AGRICULTURA
Informação: 30/04/2008
Falta de fertilizantes ameaça produção mundial de alimentos
Keith Bradsher e Andrew Martin
Em Xuan Canh, Vietnã
Truong Thi Nha tem apenas 1,37 m de altura. Os seus três filhos são bem maiores do que ela. O fato dos filhos serem bem mais altos do que os pais é um fenômeno comum nesta vila próxima a Hanói. O maior motivo para a robustez dessas crianças são os fertilizantes.
Nha, cuja face faz com que ela pareça ter mais do que os seus 51 anos de idade, diz que o seu crescimento foi prejudicado por uma infância de fome e desnutrição. Faz apenas algumas décadas que as colheitas aqui eram bem menores e a dieta muito pior.
Mas depois disso a utilização generalizada de adubos químicos baratos e as reformas de mercado contribuíram para que houvesse por aqui uma explosão agrícola que já havia ocorrido em outras partes do mundo. As safras de arroz e de milho aumentaram de volume, e as dietas tornaram-se mais ricas.
W. Scott Tinsman Jr., um fabricante de fertilizantes, em um de seus depósitos em Davenport
Mas agora esses ganhos estão sendo ameaçados em muitos países pela falta localizada e a disparada dos preços dos fertilizantes, o ingrediente mais essencial da agricultura moderna.
No ano passado os preços de alguns fertilizantes quase triplicaram, impedindo que os produtores adquirissem todo o adubo necessário. Este é um dentre vários fatores que contribuíram para o aumento dos preços dos alimentos, algo que, de acordo com o Programa de Alimentação da Organização das Nações Unidas, ameaça fazem com que dezenas de milhões de indivíduos pobres tornem-se desnutridos.
Nos Estados Unidos, fazendeiros do Estado de Iowa, desesperados para repor os nutrientes do solo, passaram a adotar cada vez mais a prática antiga de espalhar toneladas de esterco de porco nos seus campos de cultivo. Na Índia, o preço do fertilizante subsidiado para os agricultores disparou, provocando apelos por uma reforma da política agrícola. E na África, os planos para conter a fome com o aumento das safras ficaram subitamente ameaçados.
A redução da oferta de fertilizantes vem se intensificando durante os últimos cinco anos. A demanda crescente por alimentos e biocombustíveis estimulou produtores de todas as regiões a plantar mais. E, como conseqüência, as fábricas e as minas de fertilizantes do mundo não conseguiram acompanhar o ritmo de crescimento da demanda por adubos.
Alguns comerciantes do meio-oeste dos Estados Unidos viram os seus estoques de fertilizantes esgotarem-se no terceiro trimestre do ano passado, e eles continuam restringindo as vendas neste trimestre devido à carência do produto.
"Se alguém quiser 10 mil toneladas", afirma W. Scott Tinsman Jr., um fabricante e comerciante de fertilizantes de Davenport, em Iowa. "A situação está realmente no limite".
As companhias de fertilizantes acreditam que mais cedo ou mais tarde esse problema será resolvido, e frisam que pretendem construir diversas fábricas novas nos próximos anos, muitas delas no Oriente Médio, onde o gás natural é abundante. Mas isso provavelmente criará novos problemas no longo prazo, à medida que o mundo tornar-se mais dependente dos combustíveis fósseis para a produção de fertilizantes químicos.
Além do mais, o uso intenso de fertilizantes químicos sem dúvida significará maior poluição dos cursos d'água.
Especialistas em agricultura e desenvolvimento afirmam que o mundo conta com poucas alternativas para a sua dependência cada vez maior dos fertilizantes químicos. À medida que a população aumenta e uma classe média global em expansão exige mais alimentos, os fertilizantes são uma das estratégias mais eficientes para aumentar o volume das safras. Alguns especialistas calculam que os fertilizantes sintéticos feitos com gás natural já possibilitaram grandes expansões das colheitas, e um crescimento de 30% a 40% da população mundial.
Na África subsaariana, onde a fome há muito tempo é uma ameaça, a falta de fertilizantes é um dos motivos principais pelos quais a região está economicamente aquém do resto do mundo. As tentativas de fazer com que os fertilizantes chegassem às mãos dos agricultores africanos foram atrapalhadas pelos recentes aumentos de preços.
"Trata-se de uma aritmética bem básica e direta: nos casos típicos, o uso de fertilizantes em uma área de um acre (0,405 hectares) gera um aumento de produtividade de uma tonelada", afirma Jeffrey D. Sachs, o economista da Universidade Columbia que se concentrou na erradicação da pobreza. "Esta é a diferença entre a vida e a morte".
A demanda por fertilizantes tem sido impulsionada por uma convergência de fatores, incluindo o crescimento populacional, a redução das reservas mundiais de grãos e o apetite pelo milho e pelo óleo de palmeira usados para a produção de biocombustíveis. Mas os especialistas afirmam que o maior fator é o aumento da demanda por comida, especialmente a carne, nos países do Terceiro Mundo.
Recentemente, Nha, a pequena mulher vietnamita, estava de pé em um campo em torno da sua vila, com a face enrugada protegida do chuvisco por um grande chapéu de palha. Ela interrompeu um pouco o seu trabalho com a enxada e descreveu a dieta pobre da sua juventude.
A sua família, incluindo seis irmãos e irmãs, lutou para sobreviver com as rações da comunidade na qual morava, comendo pouca proteína. Os porcos que eles de vez em quando criavam com talos de arroz e papas "engordavam muito lentamente", recorda Nha.
Mas as reformas de mercado no Vietnã nas últimas duas décadas permitiram que os agricultores tivessem acesso a fertilizantes e sementes de alta produtividade. As safras de arroz dobraram e as de milho triplicaram, possibilitando aos camponeses engordar a população cada vez maior de animais para abate do país.
Várias vezes durante a estação, Nha e os seus vizinhos caminham pelas suas fileiras de pés de milho com baldes de metal velho cheios de fertilizante químico, que lembra areia grossa. Eles jogam um pouco na base de cada planta e enterram a substância com cuidado. O marido de Nha, Le Van Son, recorda-se da surpresa dos habitantes da vila na década de 1990 quando descobriram que um quilo de adubo químico contém mais nutrientes fundamentais do que cem quilos de esterco.
O consumo global de fertilizantes aumentou em média 31% de 1996 a 2008, impulsionado por uma expansão de 56% da demanda nos países em desenvolvimento, segundo a Associação Internacional da Indústria de Fertilizantes
"Os mercados estão pedindo aos agricultores que pisem no acelerador", diz Michael R. Rahm, vice-presidente de análise de mercado e planejamento estratégico da Mosaic, uma grande fábrica de fertilizantes com sede em Plymouth, no Estado de Minnesota. "Eles aceleraram a produção, mas o mercado lhes disse para acelerar ainda mais".
O fertilizante é basicamente uma combinação de nutrientes adicionada ao solo para ajudar as plantas a crescer. Os três elementos mais importantes são nitrogênio, fósforo e potássio. Os dois últimos estão disponíveis há séculos, e atualmente provêm de minas. Mas o nitrogênio em uma forma que as plantas possam absorvê-lo era escasso. A falta de nitrogênio provocou safras magras durante séculos. Essa limitação acabou no início do século 20, com a invenção de uma técnica, atualmente alimentada principalmente com gás natural, que retira nitrogênio quimicamente inerte do ar e o converte em uma forma utilizável.
Paralelamente à expansão do uso do fertilizante químico com nitrogênio, surgiram melhores variedades de plantas e aumentou a mecanização das lavouras. De 1900 a 2000, a produção mundial de alimentos aumentou 600%. Os cientistas dizem que esse aumento foi o fator principal para o crescimento da população mundial de 1,7 bilhão em 1900 para os atuais 6,7 bilhões de habitantes.
Vaclav Smil, professor da Universidade de Manitoba, calcula que, sem os fertilizantes nitrogenados, não haveria comida suficiente para 40% da população mundial, pelo menos ao se adotar como referência as dietas atuais. Outros especialistas chegaram a números ligeiramente inferiores.
Inicialmente, grande parte do aumento da produção de fertilizantes destinava-se a grãos como trigo e arroz, que são os ingredientes fundamentais de uma dieta básica. Mas, recentemente, com um crescimento econômico mundial de 5% ao ano, centenas de milhões de pessoas passaram a ganhar dinheiro suficiente para comprar mais carne de animais engordados com grãos. Isso ocorreu ao mesmo tempo em que a produção acelerada de biocombustíveis, como o etanol feito com milho, impôs uma nova pressão sobre as reservas de grãos. Esses fatores geraram uma demanda crescente pelos fertilizantes, bem como preços mais altos por estes produtos. O preço do adubo químico fosfato de diamônia em um terminal em Tampa, na Flórida, saltou de US$ 393 a tonelada no ano passado para os atuais US$ 1.102, de acordo com a JPMorgan Securities, que acompanha os preços desse tipo de produto. A uréia, um tipo de fertilizante nitrogenado granulado aumentou de US$ 273 a tonelada no ano passado para US$ 505 a tonelada neste ano.
Os fabricantes estão lutando para aumentar o fornecimento. Pelo menos 50 novas unidades para a produção de adubo nitrogenado estão em construção, e as minas de fósforo e potássio estão sendo expandidas. Mas esses projetos são caros e demorados, e por isso acredita-se que a oferta de fertilizantes continuará reduzida durante anos.
Os fertilizantes têm uma importância vital em Iowa, onde os fazendeiros plantam mais milho do que em qualquer outro Estado norte-americano, e que depende dos adubos químicos para aumentar substancialmente as suas safras.
Mas a combinação de preços altos e carência de adubo obrigou alguns fazendeiros a voltar a utilizar métodos antigos de adubação, o que transformou o esterco de porco em uma mercadoria cara. Os fazendeiros estão fazendo acordos para a construção de pocilgas às margens dos seus campos de milho e soja, para que tenham acesso rápido ao esterco.
Em um passeio pela sua grande fazenda em Oxford Junction, no leste de Iowa, Jayson Willimack apontou para os futuros locais de duas instalações que acomodarão 2.400 porcos. O esterco substituirá os fertilizantes químicos em 400 acres (162 hectares), o que corresponde a cerca de 10% da sua fazenda, e permitirão que ele economize cerca de US$ 50 mil anualmente. "Toda economia, por menor que seja, ajuda", disse ele.
Tal estratégia tem grandes limitações - o esterco contém tão pouco nitrogênio que são necessárias toneladas do produto por hectare. Isso significa que os fazendeiros de Iowa e do exterior terão pouca escolha a não ser pagar mais por adubos comerciais.
Em muitos países, esses aumentos dos fertilizantes foram em grande parte compensados pela alta dos preços pagos pelas safras. Mas a inflação dos adubos criou uma crise nos países que subsidiam os fertilizantes utilizados pelos agricultores.
Na Índia, por exemplo, o subsídio governamental pode chegar a US$ 22 bilhões no ano que vem, comparados aos US$ 4 bilhões de três anos atrás. Isso provocou um clamor por reformas do programa do qual a Índia depende para garantir as suas reservas de alimento.
Tão logo novos suprimentos tornem-se disponíveis, o uso cada vez maior de fertilizantes ainda causará dificuldades.
Os grupos ambientais temem o aumento do uso de adubos químicos, especialmente o dos fertilizantes nitrogenados feitos com combustíveis fósseis. Como as plantas não absorvem todo o nitrogênio, grande parte dele vai parar em rios e aqüíferos. Essa infiltração há muito é vista como um grande problema no que se refere à poluição. E é um problema que cresce conforme aumenta a produção de alimentos.
Um indicador dessa poluição é a quantidade cada vez maior de zonas mortas onde os rios encontram-se com o mar. No Golfo do México, por exemplo, o nitrogênio dos campos do Cinturão do Milho desce pelos rios e alimenta as plantas aquáticas no golfo. A explosão de algas remove o oxigênio da água, matando outros seres marinhos.
"Mais de 400 dessas zonas mortas foram identificadas, das costas da China à Baía de Chesapeake, e a causa principal do fenômeno é a contaminação de cursos d'água por resíduos de fertilizantes", afirma Robert J. Diaz, professor do Instituto de Ciência Marinha de Virgínia. "Nitrogênio é nitrogênio", argumenta Diaz. "Se ele estiver na terra, vai produzir milho. Mas na água, produzirá algas".
No início deste mês, um painel da ONU solicitou mudanças urgentes nas práticas agrícolas a fim de torná-las menos destrutivas. O painel recomendou técnicas que oferecem alguns dos benefícios dos fertilizantes químicos, como o aumento da rotação de culturas usando soja e outras leguminosas que naturalmente acrescentam algum nitrogênio ao solo.
Mas certos especialistas advertem que tais abordagens, embora úteis, serão insuficientes para atender à acelerada demanda mundial por alimentos e biocombustíveis.
"Este é um problema básico: alimentar 6,6 bilhões de pessoas", afirma Norman Borlaug, um cientista norte-americano que recebeu o Prêmio Nobel da Paz em 1970 devido ao seu papel para a disseminação das práticas de agricultura intensiva nos países pobres. "Sem fertilizantes químicos, esqueça. É fim de jogo".
*Bradsher trabalhou para esta reportagem no Vietnã no final de março e no início de abril e, depois, acrescentou mais informações em Hong Kong. Martin contribuiu em Nova York e em Iowa.

sexta-feira, abril 25, 2008

A covardia que, também, mata

*Vídeo que dará seqüência a publicação "CONSELHO TUTELAR"
CONSELHO TUTELAR
(PARTE I)
Imagem: internetQual significado e importância?
No Brasil, os Conselhos Tutelares são órgãos municipais destinados a zelar pelos direitos das crianças e adolescentes. Sua competência e organização estão previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (artigos 131 a 140).
O Conselho Tutelar é composto por cinco membros,
eleitos pela comunidade para acompanharem as crianças e os adolescentes e decidirem sobre qual a melhor medida de proteção para seus tutelados. Devido ao seu trabalho de fiscalização a todos os entes de proteção (Estado, comunidade e família), o Conselho goza de autonomia funcional, não tendo nenhuma relação de subordinação com qualquer outro órgão do Estado.
Para ser Conselheiro Tutelar, a pessoa deve ter mais de 21 anos e residir no
município, mas cada município pode criar outras exigências para a candidatura a Conselheiro.
Aos Conselhos tutelares cabe atender as crianças, adolescentes, pais ou responsáveis em situação de ameaça ou violação de direitos, aconselhar e encaminhar para programas e tratamentos, podendo para isso requisitar serviços públicos.
Obtido em "
http://pt.wikipedia.org/wiki/Conselho_Tutelar"
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.


CONSELHO TUTELAR
(PARTE II)
Ponto de vista: Sandra Valeriote
Imagem: internet
O povo brasileiro (quiçá outros povos), voltados ao bem comum, com o conhecimento da forma como foi interrompida a vida da criança Isabella (caso deveras comentado nesses últimos dias) passou e passa por grande comoção.
A justiça (lei) criada pelos homens, nesse caso, apresenta que será resolvido a situação com a eficiência dos profissionais responsáveis unida ao clamor dos cidadãos, por solução.
Infelizmente a vida da menina Isabella não voltará. Como, também, a vida do menino João Hélio interrompida, tragicamente, quando o veículo que estava junto com a mãe foi furtado – caso também bem comentado na época
(vídeo do caso João Hélio: http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM637030-7823-N-PAIS+DE+JOAO+HELIO+FALAM+DE+SUA+DOR,00.html).
Assim seguem muitos e muitos outros casos que não comentados existiram: covardia com crianças.
Fiquei como milhares, de outras pessoas, comovida como foi o final da vida da menina Isabella, do menino João Hélio e várias outras as quais tive conhecimento.
Mas fiquei e fico comovida, também, com muitos fatos ligados a crianças cujas covardias feitas às mata aos pouquinhos.
Morte lenta; a morte dos direitos humanos. Matam nas crianças a pureza, a liberdade, a esperança, a compaixão, etc. O fim dessa vida, para esses, demora um pouco mais a ser interrompido de vez. Mas quando morrem, a muito já morreram.




CONSELHO TUTELAR
(PARTE III)
Ponto de vista: Sandra Valeriote
Imagens: internet
*
Algum tempo passado uma reportagem, transmitida pela televisão, apresentou o relato de uma profissional atuante contra a prostituição infantil. Ela relatava um caso (onde estava presente) de terem encontrado, num posto de gasolina, uma menina entregando ao pai uma lata de sardinha que acabara de receber como pagamento por sexo. A profissional informou que ao pegarem o ‘pai’ da menina, ela (atuando como profissional e ferida por dentro como ser humano) olhou em seus olhos e perguntou:
- Você não tem sentimento?
Ele respondeu friamente:
- Precisamos comer.
Através da dor nos olhos daquela profissional relatando o fato a cena se fazia perceptível. Mas, também, perceptível era a força que ela própria buscava em si próprio para falar, pela necessidade de atuar como profissional.
Assim, também, para os que forem ‘eleitos’ a atuar como CONSELHEIROS MUNICIPAL poderá ocorrer. Ao verdadeiramente desejar realizar bem o desígnio precisarão fazer a busca, em si próprio, da força.
Críticas e julgo? Vocês receberão muitos sendo o que pessoas aprendem melhor a fazer.
Elogios e gratidão? Vocês receberão poucos... bem poucos.
Boa sorte para vocês que estarão atuando como conselheiros municipal.
Que o ‘verdadeiro profissionalismo’ encontre sempre a força necessária.
*Sugestão aos eleitos:
Excelente forma para aprender é através da humildade. Busque os que já atuaram como conselheiro municipal. Essas pessoas com certeza têm para falar o que vocês estarão vivendo no futuro próximo. Essas pessoas terão seus bons feitos esquecidos como vocês terão no futuro. E se essas pessoas que já atuaram como conselheiro municipal passar boa vontade em falar, colaborar – essas quando estavam atuando na função o faziam por amor.




CONSELHO TUTELAR
(PARTE IV)
Ponto de vista: Sandra Valeriote
Imagens: internet
*
O que é a sociedade se não a família?
Mamães e Papais que consideram seus filhos como:
*Meu filho é o mais inteligente: parabéns pelo filho inteligente!
Fato real: existem milhares de pessoas inteligentes.
*Meu filho é o mais bonito: parabéns pela beleza do filho!
Fato real: existem milhares de pessoas com beleza física.
*Meu filho pode tudo! (Pode tudo???)
Fato real: pode ‘tudo’ para você que pariu, a sociedade (para onde ele vai) espera por cidadão do bem.
*Meu filho não pode ficar ao lado de crianças portadoras de deficiência física ou mental!
Fato real: a vida segue seu percurso como as águas de um rio. Ninguém está imune de ‘fatos’ da vida.
*Meu filho é bem educado!
Ótimo! Isso significa que você está dando a ele carinho, atenção, respeito e amor (o mínimo e necessário para se formar um cidadão do bem). Será ‘provavelmente’ o que estará entre as características dele ao deixar de ser criança e precisar conviver com seus próximos: carinho, atenção, respeito e amor.
*Quero o melhor para o meu filho!
Que lindo! Parabéns! A propósito: ouça o seu filho. É difícil ouvir? Ouça então um bom amigo vencedor (que esteja fora da situação vivida) sobre o melhor que você quer para o seu filho.
*Não vou permitir ninguém do conselho tutelar a chamar atenção do meu filho.
Isso não será necessário sendo você tão educado e dando educação ao seu filho. Mas ‘se’ acontecer, os ouvidos (que temos) são dois. Deixe um para ouvir o que seu filho irá lhe contar e o outro para ouvir os profissionais do CONSELHO TUTELAR.
*
Criança, mestre ignorado?





*
Importante: situações para acontecerem é preciso muito mais do que necessidade. É preciso vontade, coragem, desempenho, capacidade e mais, provindo de pessoas que fazem acontecer. Essas pessoas são justamente aquelas que ninguém se lembra em dizer ‘obrigado’. Pois essas pessoas estão lá no escurinho. É como numa novela onde o maquiador, o câmara, a pessoa que limpa o studio, etc, deixa tudo lindo para o ator principal ‘aparecer’, e esse, sim, será o admirado. Mas para aparecer o que ‘nossos olhos vêem’ pessoas se desgastaram para exercer bem seu profissionalismo: sendo ele qual for.
E é por isso que não deixaria de mencionar aqui, no blog, que todo esse trabalho para acontecer à eleição que trará ao município de São José de Ubá, domingo próximo (27/04/2008), novos CONSELHEIROS MUNICIPAL (no caso sendo dessa vez à busca feita por cidadãos) que pessoas como: Maria Helena Ribeiro (Leninha), Saionara Machado, Erliene dos Santos e Flávia Alves, são merecedoras de, um carinhoso, PARABÉNS.
*
Atenção: quando faço publicações com pouca ou nenhuma seriedade - geralmente às brincadeiras - assim faço apenas num momento que tenho vago na intenção de brincar com os 'meus amigos', faze-los sorrir e o mais num sentido bom. Quando faço publicações cujo contexto envolve assuntos que não fazem parte do meu profissionalismo (como nesse caso), que fique bem ciente ao leitor usa-la como simples reflexão (ou não) caso queira. No mais, se algo é mal escrito me faço disponível para que profissionais ‘esclarecidos’, no assunto, me corrijam.
Grata pelo seu tempo dedicado a essa leitura.
Paz e bem,
Sandra Valeriote









quinta-feira, abril 17, 2008

M.C.N.H. = MUITA CALMA NESSA HORA

Caro leitor, essa é uma publicação que poderá favorecer num sentido “multifuncional”.
Nesse caso o assunto prioriza “acidente de carro”, que acontece com muitos e de várias formas.
Um que aconteceu comigo se deu dessa forma:
Estava vindo de uma cidade próxima a São José de Ubá (Itaperuna), já um pouco atrasada, mas, vi três conhecidas no ponto de ônibus e ofereci carona. Elas aceitaram e eis que segui...
Pois bem, já chegando à estrada (que deixa a cidade para trás), eis que na frente do meu veículo seguia um ônibus, e quando olho pelo retrovisor vinha, também, um ônibus.
Não era ponto para ultrapassagem, então seguia entre os dois.
Naquele momento a distância do meu carro para o ônibus da frente era o estabelecido pela lei de trânsito, mas algo me incomodava porque olhava pelo retrovisor e via o ônibus “colado demais” na traseira do meu veículo :0.
Aí aconteceu: algum veículo que ia bem a frente freou para entrar numa estrada; o de trás freou, o outro freou e foram todos freando, até chegar ao ônibus que estava na frente do meu veículo: que freou também. No ato lembrei do ônibus que estava “colado demais” na traseira do meu veículo e pensei: “danou-se!”. Pela velocidade que todos estávamos naquela estrada só se aquele ônibus virasse fumaça para não passar por cima do meu carro.
Foi questão de segundos, o ônibus não passou por cima do carro mas veio batendo na traseira empurrando o carro até o ônibus que estava à frente.
Meu carro ficou igual um sanduíche, comigo e mais três (uma delas grávida). Ninguém se feriu!
Bem, acredito que somente quem já participou de acidente de carro conseguirá entender o que significa o barulho (som) “da batida” na cabeça da gente. O que significa aquela espera “da batida” (com aquele barulho terrível) terminar pra gente vê se sobreviverá aquele momento. Da minha parte, com os gritos que dei no momento que estava acontecendo o "barulho da batida", nem sei como não findei meu percurso nessa vida ou das conhecidas que estavam comigo causando algum ataque cardíaco.
O que sei é que ao ter vivido esse momento, formas de viver sentimentos, de viver determinadas situações, de olhar determinados valores, passaram a ter ponto de vista diferente. Não vi como um simples fato, mas, sim, como lição - lição para ser respeitada.

***

Mas mudando o tipo de acidente de carro; hoje em São José de Ubá aconteceu um que "foi algo de outro mundo". Pois é! Se algum dia "eu" for abduzida por algum E.T. vou perguntá-lo como foi.
Vamos ao fato:
Hoje quando saía da gráfica para ir almoçar eis que ouço o pessoal na rua em burbirinhos:
“O Padre Valdemir acabou de entrar com o carro dentro do lago no parque das águas.”
Então num primeiro momento a pergunta é: “Ele está bem?” “Machucou alguém?” Depois que
recebemos a notícia de que ninguém se machucou e a situação complicada ficou para o carro... É isso: ficamos melhor. Apesar do sistema nervoso dá pessoa sofrer alteração, a tristeza vir: bem sabemos (quem já passou), é preciso um pouco de descontração para aliviar o momento.
Nesse caso, quando lá cheguei e vi o carro, o primeiro pensamento que tive foi à forma estranha dele pescar – Pensei:
“Mas que jeito de pescar é esse?”.
Você, caro leitor, poderá perceber, através das imagens abaixo, a razão da minha primeira impressão.
Mas não foi pescaria!
Então precisei ter um segundo pensamento que foi:
"Meu pai do céu, o Padre Valdemir deve ter assistido algum filme do agente secreto britânico, James Bond - o 007 – e pensado que o carro dele estava estruturado para veicular pelas águas – tipo: iria se transformar num submarino e sair do outro lado".
(aliás é agente "secreto"... ok? Se alguém ler isso aqui e passar pra frente deixará de ser secreto, e o James Bond estará exposto - não me responsabilizo por tal notícia vazar).
Observe as imagens:


Agora detalhes:

Detalhe número 1 - O mais importante: ninguém se machucou, nesse acidente do Padre Valdemir. Nem mesmo os patinhos e os marrequinhos foram atropelados: apenas vieram ao local para ver o objeto estranho que adentrou no habitat natural deles, mas continuaram bem.

Detalhe número 2 - Quando fui ao local (que fica próximo) deixo explicado que não levei máquina fotográfica. Fui na preocupação. Mas quando lá cheguei e vi a cena - não resisti - pedi para não tirar o carro da água pois rapidamente voltaria trazendo a máquina fotográfica para o registro.

Detalhe número 3 - Para quem não entendeu minha imaginação, tente entender o Marco André fazendo pose para sair na foto.

Detalhe número 4 - Essa fica para o Padre Valdemir - Padre, e agora com o carro arrumando? Sei que ninguém irá lhe deixar a pé. Da minha parte acredito que a Monique seja alguém legal para emprestar o carro, dela. O meu até ofereceria, emprestado, mas tá tão fraquinho. Pois é! M.C.N.H.

Os patinhos e marrequinhos salvos do quase atropelamente aquático.

*
Várias, pequeninas, coisas, nem sempre legal, acontecem no dia-a-dia.
E as palavras ao serem pesquisadas no dicionário apresentam uma "mesma resposta" para todos que buscam:
Aborrecimento = Ação ou efeito de aborrecer. 2. Desalento, desgosto. 3. Fastio, indisposição. 4. Repugnância, tédio
Tristeza = Estado ou qualidade de triste. 2. Falta de alegria; melancolia. 3. Aspecto de quem revela aflição; mágoa.
Decepção = Frustração de uma esperança; desilusão, desengano. 2. Surpresa desagradável.
Dor = sensação desagradável ou penosa, causada por um estado anômalo do organismo ou parte dele; sofrimento físico. 2. Sofrimento moral. 3. Dó; pena, compaixão. 4. Remorso. S. f. pl. Pop. Os sofrimentos do parto.
*
Além dessas, muitas outras palavras “difíceis - que representam sentimentos” (difícil =adj. m. e f. 1 Que não é fácil, que custa a fazer, que dá trabalho. 2 Complicado, intrincado. 3 Obscuro. 4 Exigente. Sup. abs. sint.: dificílimo e dificilíssimo) sempre estão, de alguma forma, fazendo parte da vida de cada um.

Apesar das respostas, ao serem lidas, apresentarem um mesmo conceito, cada um acaba criando algum diferencial, com seu próprio jeito e direito de ESCOLHER SUPERAR (superar = v. Tr. dir. 1. Subjugar, sujeitar, vencer. 2. Ficar superior a, sobrelevar a. 3. Exceder, sobrepujar. 4. Fazer desaparecer; desfazer. 5. Passar além; galgar) os momentos. Apenas: Que Deus esteja sempre presente: no momento da escolha ;)
Tem uma frase muito lindinha que diz:

“Não mostre a Deus o tamanho do seu problema, mostre ao seu problema o tamanho do seu Deus.”
*

Se você, caro leitor, que estiver visitando o blog, é alguém que acha melhor sempre levar "tudo que é complicadinho" para o lamento...







Grata pela sua companhia através dessa leitura!
Paz e bem, Sandra Valeriote











quarta-feira, abril 09, 2008


A epidemia de dengue no Brasil ganha proporções alarmantes. A doença se manifesta por febre alta e tem no 'Aedes aegypti' o seu principal transmissor. Você sabe identificar os sintomas e os cuidados para evitar a dengue?
1-Para prevenir a contaminação pelo vírus da dengue, ajuda vestir calças compridas, sapatos e meias?
A - Sim; o mosquito que transmite a doença voa baixo e tem hábitos diurnos, então vale proteger os membros inferiores das picadas
B - Não; a contaminação se realiza no contato das mãos com os ovos do mosquito em água parada
C - Não; o mosquito da dengue tem hábitos noturnos e só pica o couro cabeludo de adultos e crianças
D - Não; a contaminação se dá pelo contato físico com outra pessoa infectada, não pela exposição da pele
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2- Diagnosticada a dengue clássica (não hemorrágica) numa criança, o que deve ser feito com urgência?
A - Tomar a vacina contra a dengue hemorrágica

B - Providenciar internação hospitalar e uso de antitérmicos
C - Providenciar hidratação, por via oral ou venosa
D - Manter o doente isolado, para evitar o contágio da doença

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3- A dengue hemorrágica pode ser fatal. Assinale a alternativa que apresenta indicadores da evolução desta doença:
A - Queda violenta da pressão arterial

B - Sangramentos na pele, no nariz e nas gengivas
C - Cegueira
D - As alternativas A e B estão corretas

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4- Como o paciente recebe a confirmação de que está com dengue? Os sinais da doença incluem sintomas de resfriado como coriza e nariz entupido?
A - Por exame de sangue; não incluem
B - Por exame de temperatura; não incluem
C - Por hemograma que atesta a diminuição das plaquetas; incluem
D - Por exame de pressão arterial; incluem

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5- A dengue é uma arbovirose, nome científico para:
A - Doença tropical
B - Doença transmitida por mosquito
C - Virose transmitida no contato com galhos de árvores que hospedam mosquitos
D - Febre amarela

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6- O uso de repelentes na prevenção é controverso. Assinale uma das contra-indicações do produto:
A - O repelente é tóxico e seu uso contínuo traz problemas à saúde
B - O repelente não protege contra a picada da fêmea do Aedes aegypti
C - Pessoas já infectadas com o vírus da dengue desenvolvem anticorpos contra repelentes
D - O repelente só previne contra a picada em baixas temperaturas e tem componentes que
provocam sangramento


(Fonte/enquete - site bol)


Caro leitor, das seis perguntas, tive três acertos. Espero que o seu reultado seja melhor que o meu.
Entre nesse link, abaixo, e encontrará as respostas corretas ;)
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Na oportunidade fica novamente formas para combater e prevenir a proliferação do MOSQUITO DA DENGUE
Encha de areia até as bordas os pratinhos dos vasos de planta.
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Mantenha a caixa d´água sempre fechada com tampa adequada.
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Mantenha o saco de lixo bem fechado e fora do alcance de animais até o recolhimento pelo serviço de limpeza urbana.
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Remova folhas, galhos e tudo que possa impedir a água de correr pelha calha.
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Mantenha bem tampado barris e tonéis d´água.
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Coloque o lixo em sacos plásticos e mantenha a lixeira bem fechada. Não jogue lixos em terrenos baldios.
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Se você não colocou areia e acumulou água no pratinho de planta, lave-o com escova, água e sabão. Faça isso uma vez por semana.
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Não deixe a água da chuva acumulada sobre a laje.
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Se você tiver vasos de plantas aquáticas, troque a água e lave o vaso principalmente por dentro com escova, água e sabão pelo menos uma vez por semana.
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Entregue seus pneus velhos ao serviço de limpeza urbana ou guarde-os sem água em local coberto e abrigados da chuva.
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Jogue no lixo todo objeto que possa acumular água, como embalagens usadas, copos, latas, potes, garrafas vazias, etc.
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Guarde garrafas sempre de cabeça para baixo.
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Lave semanalmente por dentro com escovas e sabão os tanques utilizados para armazenar água.
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Não esquecer os sintomas causados pela DENGUE:
FEBRE ALTA
DOR DE CABEÇA
DOR ATRÁS DOS OLHOS
MOLEZA E DOR NO CORPO
PERDA DO PALADAR E APETITE
MUITAS DORES NAS ARTICULAÇÕES
NÁUSEAS E VÔMITOS
EXTREMO CANSAÇO
MANCHAS AVERMELHADAS PELO CORPO
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Paz e Bem
Sandra Valeriote

o

segunda-feira, abril 07, 2008

CUIDADO COM OS BURROS MOTIVADOS A revista Isto é publicou esta entrevista por Camilo Vannuchi.
O entrevistado é Roberto Shinyashiki, médico psiquiatra, com Pós-Graduação em administração de empresas pela USP, consultor organizacional e conferencista de renome nacional e internacional.
Em "Heróis de Verdade", o escritor combate a supervalorização das Aparências, diz que falta ao Brasil competência, e não auto-estima.

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ISTO É: – QUEM SÃO OS HERÓIS DE VERDADE?
Roberto Shinyashiki: - Nossa sociedade ensina que, para ser uma pessoa de sucesso, você precisa ser diretor de uma multinacional, ter carro importado, viajar de primeira classe. O mundo define que poucas pessoas deram certo. Isso é uma loucura.
Para cada diretor de empresa, há milhares de funcionários que não chegaram a ser gerentes. E essas pessoas são tratadas como uma multidão de fracassados. Quando olha para a própria vida, a maioria se convence de que não valeu a pena porque não conseguiu ter o carro nem a casa maravilhosa.
Para mim, é importante que o filho da moça que trabalha na minha casa possa se orgulhar da mãe. O mundo precisa de pessoas mais simples e transparentes. Heróis de verdade são aqueles que trabalham para realizar seus projetos de vida, e não para impressionar os outros. São pessoas que sabem pedir desculpas e admitir que erraram.

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ISTO É: - O SR. CITARIA EXEMPLOS?
Roberto Shinyashiki: - Quando eu nasci, minha mãe era empregada doméstica e meu pai, órfão aos sete anos, empregado em uma farmácia. Morávamos em um bairro miserável em São Vicente (SP) chamado Vila Margarida. Eles são meus heróis. Conseguiram criar seus quatro filhos, que hoje estão bem.
Acho lindo quando o Cafu põe uma camisa em que está escrito "100% Jardim Irene". É pena que a maior parte das pessoas esconda suas raízes. O resultado é um mundo vítima da depressão, doença que acomete hoje 10% da população americana. Em países como Japão, Suécia e Noruega, há mais suicídio do que homicídio. Por que tanta gente se mata? Parte da culpa está na depressão das aparências, que acomete a mulher que, embora não ame mais o marido, mantém o casamento, ou o homem que passa décadas em um emprego que não o faz se sentir realizado, mas o faz se sentir seguro.

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ISTO É: - Qual o resultado disso?
Roberto Shinyashiki: - Paranóia e depressão cada vez mais precoces.
O pai quer preparar o filho para o futuro e mete o menino em aulas de inglês, informática e mandarim. Aos nove ou dez anos a depressão aparece.
A única coisa que prepara uma criança para o futuro é ela poder ser criança. Com a desculpa de prepará-los para o futuro, os malucos dos pais estão roubando a infância dos filhos. Essas crianças serão adultos inseguros e terão discursos hipócritas. Aliás, a hipocrisia já predomina no mundo corporativo.

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ISTO É - Por quê?
Roberto Shinyashiki:
- O mundo corporativo virou um mundo de faz-de-conta, a começar pelo processo de recrutamento. É contratado o sujeito com mais marketing pessoal. As corporações valorizam mais a auto-estima do que a competência.
Sou presidente da Editora Gente e entrevistei uma moça que respondia todas as minhas perguntas com uma ou duas palavras. Disse que ela não parecia demonstrar interesse. Ela me respondeu estar muito interessada, mas, como falava pouco, pediu que eu pesasse o desempenho dela, e não a conversa. Até porque ela era candidata a um emprego na contabilidade, e não de relações públicas. Contratei-a na hora. Num processo clássico de seleção, ela não passaria da primeira etapa.

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ISTO É: - Há um script estabelecido?
Roberto Shinyashiki:
- Sim. Quer ver uma pergunta estúpida feita por um Presidente de multinacional no programa O aprendiz? "Qual é seu defeito?" Todos respondem que o defeito é não pensar na vida pessoal: "Eu mergulho de cabeça na empresa. Preciso aprender a relaxar".
É exatamente o que o Chefe quer escutar. Por que você acha que nunca alguém respondeu ser desorganizado ou esquecido? É contratado quem é bom em conversar, em fingir. Da mesma forma, na maioria das vezes, são promovidos aqueles que fazem o jogo do poder. O vice-presidente de uma das maiores empresas do planeta me disse: " Sabe, Roberto, ninguém chega à vice-presidência sem mentir". Isso significa que quem fala a verdade não chega a diretor?

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ISTO É: - Temos um modelo de gestão que premia pessoas mal preparadas?
Roberto Shinyashiki: - Ele cria pessoas arrogantes, que não têm a humildade de se preparar, que não têm capacidade de ler um livro até o fim e não se preocupam com o conhecimento. Muitas equipes precisam de motivação, mas o maior problema no Brasil é competência.
CUIDADO COM OS BURROS MOTIVADOS. Há muita gente motivada fazendo besteira. Não adianta você assumir uma função para a qual não está preparado.
Fui cirurgião e me orgulho de nunca um paciente ter morrido na minha mão. Mas tenho a humildade de reconhecer que isso nunca aconteceu graças a meus chefes, que foram sábios em não me dar um caso para o qual eu não estava preparado. Hoje, o garoto sai da faculdade achando que sabe fazer uma neurocirurgia. O Brasil se tornou incompetente e não acordou para isso.

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ISTO É: - Está sobrando auto-estima?
Roberto Shinyashiki: - Falta às pessoas a verdadeira auto-estima. Se eu preciso que os outros digam que sou o melhor, minha auto-estima está baixa.
Antes, o ter conseguia substituir o ser. O cara mal-educado dava uma gorjeta alta para conquistar o respeito do garçom.
Hoje, como as pessoas não conseguem nem ser nem ter, o objetivo de vida se tornou parecer. As pessoas parecem que sabem, parece que fazem, parece que acreditam. E poucos são humildes para confessar que não sabem. Há muitas mulheres solitárias no Brasil que preferem dizer que é melhor assim. Embora a auto-estima esteja baixa, fazem pose de que está tudo bem.

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ISTO É: - Por que nos deixamos levar por essa necessidade de sermos perfeitos em tudo e de valorizar a aparência?
Roberto Shinyashiki: - Isso vem do vazio que sentimos. A gente continua valorizando os heróis.
Quem vai salvar o Brasil? O Lula.
Quem vai salvar o time? O técnico.
Quem vai salvar meu casamento? O terapeuta.
O problema é que eles não vão salvar nada! Tive um professor de filosofia que dizia:
"Quando você quiser entender a essência do ser humano, imagine a rainha Elizabeth com uma crise de diarréia durante um jantar no Palácio de Buckingham".
Pode parecer incrível, mas a rainha Elizabeth também tem diarréia. Ela certamente já teve dor de dente, já chorou de tristeza, já fez coisas que não deram certo.
A gente tem de parar de procurar super-heróis. Porque se o super-herói não segura a onda, todo mundo o considera um fracassado.

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ISTO É: - O conceito muda quando a expectativa não se comprova?
Roberto Shinyashiki: - Exatamente. A gente não é super-herói nem super-fracassado. A gente acerta, erra, tem dias de alegria e dias de tristeza. Não há nada de errado nisso. Hoje, as pessoas estão questionando o Lula em parte porque acreditavam que ele fosse mudar suas vidas e se decepcionaram.
A crise será positiva se elas entenderem que a responsabilidade pela própria vida é delas.

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ISTO É: - Muitas pessoas acham que é fácil para o Roberto Shinyashiki dizer essas coisas, já que ele é bem-sucedido. O senhor tem defeitos?
Roberto Shinyashiki:
- Tenho minhas angústias e inseguranças. Mas aceitá-las faz minha vida fluir facilmente. Há várias coisas que eu queria e não consegui. Jogar na Seleção Brasileira, tocar nos Beatles (risos).
Meu filho mais velho nasceu com uma doença cerebral e hoje tem 25 anos. Com uma criança especial, eu aprendi que ou eu a amo do jeito que ela é ou vou massacrá-la o resto da vida para ser o filho que eu gostaria que fosse.
Quando olho para trás, vejo que 60% das coisas que fiz deram certo. O resto foram apostas e erros.
Dia desses apostei na edição de um livro que não deu certo.
Um amigão me perguntou:
" Quem decidiu publicar esse livro?"
Eu respondi que tinha sido eu. O erro foi meu. Não preciso mentir.

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ISTO É: - Como as pessoas podem se livrar dessa tirania da aparência?
Roberto Shinyashiki: - O primeiro passo é pensar nas coisas que fazem as pessoas cederem a essa tirania e tentar evitá-las.
São três fraquezas.
A primeira é precisar de aplauso,
a segunda é precisar se sentir amada
e a terceira é buscar segurança.
Os Beatles foram recusados por gravadoras e nem por isso desistiram. Hoje, o erro das escolas de música é definir o estilo do aluno. Elas ensinam a tocar como o Steve Vai, o B. B. King ou o Keith Richards. Os MBAs têm o mesmo problema: ensinam os alunos a serem covers do Bill Gates. O que as escolas deveriam fazer é ajudar o aluno a desenvolver suas próprias potencialidades.

*

ISTO É: Muitas pessoas têm buscado sonhos que não são seus?
Roberto Shinyashiki: - A sociedade quer definir o que é certo. São quatro loucuras da sociedade.
A primeira é instituir que todos têm de ter sucesso, como se ele não tivesse significados individuais.
A segunda loucura é: Você tem de estar feliz todos os dias.
A terceira é: Você tem que comprar tudo o que puder. O resultado é esse consumismo absurdo.
Por fim, a quarta loucura: Você tem de fazer as coisas do jeito certo. Jeito certo não existe!


*


Não há um caminho único para se fazer as coisas. As metas são interessantes para o sucesso, mas não para a felicidade.

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Felicidade não é uma meta, mas um estado de espírito. Tem gente que diz que não será feliz enquanto não casar, enquanto outros se dizem infelizes justamente por causa do casamento. Você pode ser feliz tomando sorvete, ficando em casa com a família ou com amigos verdadeiros, levando os filhos para brincar ou indo a praia ou ao cinema.

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Quando era recém-formado em São Paulo, trabalhei em um hospital de pacientes terminais. Todos os dias morriam nove ou dez pacientes. Eu sempre procurei conversar com eles na hora da morte. A maior parte pega o médico pela camisa e diz: "Doutor, não me deixe morrer. Eu me sacrifiquei a vida inteira, agora eu quero aproveitá-la e ser feliz". Eu sentia uma dor enorme por não poder fazer nada.
Ali eu aprendi que a felicidade é feita de coisas pequenas. Ninguém na hora da morte diz se arrepender por não ter aplicado o dinheiro em imóveis ou ações, mas sim de ter esperado muito tempo ou perdido várias oportunidades para aproveitar a vida.

*

Imagens apresentadas nessa publicação: obras de Salvador Dali.
Paz e Bem,
Sandra Valeriote